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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fábulas reais...



Cantiga de Inverno


Canta-me
com tua
cantiga
no inverno
serei
tua formiga

Ludimar de Miranda



A Cigarra e a Fomriga é uma das fábulas atribuidas a Esopo, mendigo contador de histórias da Grécia que viveu entre 620 a 560 anos a.C. Consta que teria nascido em alguma cidade da Anatólia. Suas fábulas são conhecidas em todo o mundo. Esta fábula da Cigarra e a Formiga foi recontada por Jean de La Fontaine e acabou muito popularizada.

A fábula contada por Jean de La Fontaine:

Tendo a cigarra cantado durante o verão,apavorou-se com o frio da próxima estação.

Sem mosca ou verme para se alimentar, com fome foi ver a formiga, sua vizinha, pedindo-lhe alguns grãos para agëntar até vir uma época mais quentinha!

-" Eu lhe pagarei", disse ela, - "antes do verão, palavra de animal, os juros e também o capital".

A formiga não gosta de emprestar, é esse um dos seus defeitos. - "O que você fazia no calor de autrora?"perguntou-lhe com certa aspereza.

"Noite e dia, eu cantava no meu posto, sem querer dar-lhe desgosto".

- "Você cantava? Que beleza! Pois, então,dance agora!

AGORA UMA TRADUÇÃO DE BOCAGE em versos

Tendo a cigarra em cantigas

Passado todo o verão

Achou-se em penúria extrema

Na tormentosa estação.


Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela

Foi valer-se da formiga.

Que morava perto dela.


Rogou-lhe que lhe emprestasse,

Pois tinha riquesa e brilho,

Algum grão com que manter-se

Té voltar o aceso estio.


- "Amiga, diz a cigarra,

-"Prometo, à fé d'animal,

Pagar-vos antes d'agosto

Os juros e o principal.
A formiga nunca empresta,

Nunca dá, por isso junta.

- "No verão em que lidavas?"

À pedinte ela pergunta.


Responde a outra: - "Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora".
-"Oh! bravo", torna a formiga.
-"Cantavas?`Pois dança agora!".

domingo, 6 de novembro de 2011

Uma, nada simples, questão de livre-arbítrio!


Livre-arbítrio!

Um dia na pradaria, o velho índio Unha-de-águia, já com a pele carcomida pelo sol quente e pelo tempo frio. Indagado pelo seu neto a respeito do porquê estava tão quieto e pensativo. Respondeu:
- Pequeno Bisão-branco.
- Hoje o homem-branco veio até a pradaria e matou muitos bisões por pura diversão, foi um ato covarde que trará fome à nossa tribo no inverno.
- Por este motivo eu sinto dois lobos lutando vorazmente dentro do meu coração.
- Um é um lobo mau: irascível e vingativo!
- O outro é bom, pois está cheio de amor e compaixão!
- O pequeno Bisão-Branco perguntou então ao seu velho e sábio avô:
- Querido avô. Qual dos dois lobos ganhará a luta dentro do seu coração?
- Pequeno Bisão-branco... Ganhará aquele eu alimentar mais!
Carlos Kurare

Escrevi o texto acima baseado em uma lembrança que me contaram no passado. A idéia não é minha! Minha é somente a forma de contá-la!

Carlos Kurare
Sampa - 3/11/2011 21:30

Todo Mundo é Lobo Por Dentro (Petulante)- Oswaldo Montenegro - letra aqui
Dica do vídeo de Vilma Guerra

livre-arbítrio
Faculdade do homem de determinar-se a si mesmo. Pl: livre-arbítrios.
Dicionário MICHAELIS

A cada passo... uma brasa a menos... para o horizonte.

A vida é um caminhar em brasas... Enquanto manteres o ritmo do caminhar... não queimarás os pés.  Carlos Kurare