terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

É preciso deixar o amor ir


É preciso deixar o amor ir, para onde o amor quiser ir. Não reprima o amor, não oprima o amor, não comprima o amor... Deixe-o ir... Deixe-o correr por seus campos de margaridas brancas, deixe-o ser levado pela branda brisa de uma manhã hibernal... Deixe-o ir.
Apenas abra seus braços, feche seus olhos e sinta-o atravessar seu corpo enquanto parte.
Deixe-o ir e, talvez, voltar seja apenas uma questão de tempo e não de espaço. Evite espalhar arames farpados ao redor de suas margaridas.
Lembre-se: seu amor poderá não voltar, mas, outro virá! Não vendo amarras,  grilhões, arames farpados que cercam jardins, outros virão! Outros sempre virão!

Carlos Kurare

Um comentário:

isabel disse...

Como dizia minha avó:
Amor é como o vento, vai um e vem um cento.

A cada passo... uma brasa a menos... para o horizonte.

A vida é um caminhar em brasas... Enquanto manteres o ritmo do caminhar... não queimarás os pés.  Carlos Kurare