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domingo, 15 de abril de 2012

Privacidade...1984?


É... quando ganhamos coisas grátis, fica a impressão que é coisa de irmão para irmão. 
Como diria o George Orwell: coisa de "Grande irmão!"
Carlos Kurare

Dos maravilhosos livros que li em minha juventude, sem sombra de dúvida, dois são do Orwell: 1984 e A revolução dos bichos.
Se você tem menos de 30 e, não os leu, recomendo a leitura.


"Guerra é paz,
Liberdade é escravidão,
Ignorância é força"
George Orwell









Gmail Man - Legendado
Um pequeno resumo do livro você lê aqui:
http://ninanoespelho.blogspot.com.br/2011/12/1984-george-orwell.html

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO “INTERFACES DA COMUNICAÇÃO, CULTURA E EDUCAÇÃO – UM PANORAMA PARA (RE)PENSAR A ATUALIDADE”

Profª. Drª. Liana Gottlieb é minha amiga, infelizmente por questões de saúde não poderei ir aos dois eventos. Mas se você tiver oportunidade não perca, pois ela além de primar pela excelência e ser extremamente competente em sua área é uma pessoa... encantadora!

 
CONVITE


LANÇAMENTO DO LIVRO “INTERFACES DA COMUNICAÇÃO, CULTURA E EDUCAÇÃO – UM PANORAMA PARA (RE)PENSAR A ATUALIDADE”


O que motivou a professora Liana Gottlieb a convidar 27 autores para (re)pensarem a comunicação, a cultura e a educação e, mais do que isso, os vínculos que essas formas de conhecimento formam em um único livro?

A resposta é uma só: a diversidade que espelha o mundo em que vivemos hoje.

São diferentes esferas de abordagens e pesquisas que procuram compreender o mundo em que vivemos, refletindo experiências e construindo conhecimento.

Este é o quarto livro de textos acadêmicos organizados pela Profª. Drª. Liana Gottlieb, de uma série que já se tornou icônica no mundo acadêmico e, como diz Tereza Vitali, Diretora da Faculdade Cásper Líbero, o livro traz “reflexões que brindarão os leitores com o que há de melhor no pensamento crítico gerado em âmbito acadêmico no País”.

Reconhecida, inclusive, internacionalmente, a série de livros acadêmicos organizados pela Profa. Dra. Liana Gottlieb, faz parte do seu Projeto Tirando as Monografias das Prateleiras das Bibliotecas, e teve uma de suas edições – Comunicação Social – Pós-Graduação Lato Sensu na Cásper Líbero. Orientação, Pesquisa e Resultado, indexado na Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos, a maior do mundo.

Interfaces da Comunicação, Cultura e Educação - Um panorama para (re)pensar a atualidade, além de ser o livro com maior número de autores da série, é também um livro do seu tempo, em que diversas disciplinas percorrem diferentes caminhos para um único objetivo: produzir conhecimento para todos, em linguagem fértil e inovadora.

Confira adiante!
 
SERVIÇO – Lançamentos do livro “Interfaces da Comunicação, Cultura e Educação – Um panorama para (re)pensar a atualidade” – Liana Gottlieb, organizadora – Editora Iglu, 434 páginas.

Evento 1 – Encontro Acadêmico : Interfaces da Comunicação, Cultura e Educação – Um panorama para (re)pensar a atualidade.

Data: 10 de dezembro, sábado, das 9 às 17 horas.

Local: Faculdade Cásper Líbero – Av. Paulista, 900, 5º andar, Sala Aloisio Biondi.

http://www.casperlibero.edu.br/noticias/index.php/,n=6809.html 

Programação:

·       Abertura com boas vindas aos participantes.

·       Projeção do vídeo institucional da Fundação Cásper Líbero.

·       Apresentação do Projeto

Tirando as Monografias das Prateleiras das Bibliotecas - Produção de Livros com Monografias condensadas.
               Profª Drª Liana Gottlieb

·       Apresentação do livro Interfaces da Comunicação, Cultura e Educação – Um panorama para (re)pensar a atualidade.

Profª Drª Regina Giora – Pós-Graduação da Universidade Mackenzie

·       Apresentação pelos autores dos seus capítulos.

·       Venda do livro com desconto exclusivo de lançamento e sessão de autógrafos com os autores.
 
Evento 2 – Lançamento aberto ao público e Confraternização
Data: 11 de dezembro, das 17 às 22 horas.
Local: Restaurante e Bar Temático Paradiso, Rua Apeninos, 747 (metrô Paraíso).  
Fone 3628 4230                  www.paradisobarecucina.com.br;.
Programação:
·       Recepção e boas vindas aos convidados.
·       Apresentação do Projeto
Tirando as Monografias das Prateleiras das Bibliotecas - Produção de Livros com Monografias condensadas.
               Profª Drª Liana Gottlieb
·       Exposição pelos autores de capítulos selecionados.
·       Venda do livro com desconto exclusivo de lançamento e sessão de autógrafos com os autores.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lançamento do livro Trauma, memória e transmissão (Selo PSI)

 "Foi por ter sido pisado por muitos pés que me tornei um bom vinho!"
Carlos Kurare


O livro "Trauma, memória e transmissão" 
reflete sobre os danos psicológicos e sociais dos regimes ditatoriais


Primavera Editorial - O prazer da leitura nos tempos modernos
"o lançamento (obra Trauma, memória e transmissão: a incidência da política na clínica psicanalítica) ocorre em um momento singular, quando o Brasil debate as fronteiras de atuação da Comissão Nacional da Verdade. A obra amplia a visão que temos sobre os danos causados, no âmbito indivídual e na sociedade, pelos governos ditatoriais. Hoje, estamos debatendo a forma de esclarecer as violações aos direitos humanos, praticadas no país, no período de 1946 e 1988, sobretudo pela ditadura militar, de 1964 a 1985. A aprovação da Comissão Nacional da Verdade é uma iniciativa que pode romper com a tradição brasileira de não enfrentar as violações cometidas pelo Estado. Durante esse processo, todas as informações que nos auxiliem na reflexão dessas questões são válidas; é nesse ínterim que essa obra se insere”
Lourdes Lu Magalhães, presidente da Primavera Editorial.

Lançamento dia 6 de dezembro na Livraria da Vila Itaim às 18h30.

Local: Livraria da Vila Itaim
R. Dr. Mário Ferraz, 414 - Itaim Bibi (11) 3073-0513, São Paulo, Brazil

Cálice - Chico Buarque & Milton Nascimento - música de Chico Buarque e Gilberto Gil

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quando a alma sangra... O corpo se contorce! Carlos Kurare

Quando a alma sangra... O corpo se contorce!
Carlos Kurare
Sampa - 29/11/2011 14:28

A filosofia como medicina da alma
do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.

"A filosofia como medicina da alma chegará nas livrarias neste mês de setembro. Você já deve encomendar o seu. Vá no seu livreiro e peça. Olha abaixo a capa e o índice!

Você pode pedir o livro nas lojas das livrarias, na sua cidade ou então via Internet. Mas pode adquiri-lo também direto na loja da editora, via Internet, clicando aqui ó: MANOLE."



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Três Toques do Filósofo


Alienação: Marx e Rousseau

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lançamento do livro "O catador de palavras"



O corvo é um poema do poeta Antonio Ventura que muito me lembra o pó... de Poe é claro!
Caso eu consiga fugir do calabouço estarei no lançamento do livro em deslumbrante tecnicolor, ou seja, em carne e osso! Bem... no momento, talvez mais carne do que osso! :0)
Carlos Kurare


Lançamento do livro "O catador de palavras" de Antonio Ventura em São Paulo

Data e hora:
quinta, 10 de Novembro · 18:30 - 21:30


Localização



"A poesia de Antonio Ventura nasce de envolvente simplicidade, não do poeta desatento ao por do sol, mas em gostas de surpresas na forma e nas imagens. Não sei que cor tem a alma. Ninguém sabe. Esse pastor de nuvens consegue, porém, colorir a alma de todos os seus versos e se transforma no príncipe das cavalgadas de lágrimas e de sonhos."

SAULO RAMOS, na orelha do livro "O catador de palavras".



O CORVO


    Mas à meia-noite, (como agora)
   naquela hora da noite
   que apavora,
   eu, (cansado um pouco,
   mas não morto de fadiga)
   e, manuseando velhos livros
   (estranha lida)
   procurei a resposta
   a todas as perguntas que fazia.

   Mas na noite escura, (a horas tais,
   e lá fora chovia)
   vem até minha janela (na penumbra),
   uma sombra que me diz:
   vai rapaz, caminhe cem anos
   de solidão, o sol é o estandarte
   no peito, vai, e faça o círculo
   dourado, gravado
   nessa estátua de palas.

   Lenora, dê milho a esse corvo
   para que ele não se alimente
   de carne humana.


OBS: No lançamento, no dia 10 de novembro, "O catador de palavras" será vendido com desconto de 20%: de R$ 42,90 por R$ 34,00.”

domingo, 29 de maio de 2011

Além da minha imaginação...


Zona do Crepúsculo!
Fiz uma pesquisa para saber quem gostaria de rever episódios de Além da Imaginação. Houve só um voto e foi o de sim.
E como “basta um sopro de mar para eu me navegar!” Farei a postagem do episódio “um homem só”. A imagem não está muito boa, mas como nessa série o que nos instiga é o roteiro e a boa interpretação, além é claro, da agradável lembrança de um tempo de juventude (ai que saudade que dá). Sei que você levará isso em conta. Procure mergulha no clima esqueça os adereços... Agora se quiser ver o vídeo com melhor qualidade me convide para um chá com bolachas que eu levo o filme... ou não! |:0)
Como eu disse a imagem não é das melhores, mas é saborosa. Engraçado isso me lembrou que um prato tem que ter uma bela aparência para ser degustado, mas isso não é o essencial("o essencial é invisível aos olhos" Exupery) o fundamental em um prato é o aroma. Sim, pois podemos comer de olhos fechados, comer sem paladar, mas não sem o olfato.
Adoro feijoada, e daquelas originais: com rabo, pé e orelha de porco. E daí? Vai encarar?
A propósito. Você já leu o livro O Perfume? Eu o li há décadas e o recomendo.
Ao ver este filme lembre-se de Shakespeare: “Eu poderia encontrar-me recluso em uma casca de noz e julgar-me-ia dono de ilimitado espaço, se não me fossem os sonhos maus!
Divirta-se! Afinal... 
Você fez por merecer!
Carlos Kurare

Quer ler uma crônica  sobre uma situação insólita que vivi ná época que cursava direito. ? Clique aqui

Fique agora com a Zona do Crepúsculo!


Além da imaginação - um homem só 1/3 -  The Twilight Zone


além da imaginação - um homem só 2/3



além da imaginação - um homem só 3/3


Por falar em noz e sobre nós. Olha o que me lembrei e fui buscar na net para partilhar com você:

"Sem Palavras!" - "As árvores somos nozes!"

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Acabo de ler esta entrevista com o Humberto Eco


Acabo de ler esta entrevista com o Humberto Eco, e vou partilhá-la. Sei que textos grandes assustam pessoas na net. Mas você que lê meu Blog não se assusta fácil! Não é verdade?

"O nome da Rosa" do Uberto Eco é uma maravilha e o recomendo para quem não o leu. O filme também é muito bom.

Carlos Kurare


"Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos" (Umberto Eco)


Umberto Eco assina novo trabalho em parceria com o roteirista francês Jean-Claude Carrière.
umberto eco wideweb  470x3140 [Papo Cabeça] Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’ (Umberto Eco)
‘Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’, diz Umberto Eco
Ensaísta e escritor italiano fala em entrevista exclusiva de seu novo trabalho, ‘Não Contem com o Fim do Livro’
MILÃO – O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. “Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade” – é a sua preferida. “Não li nenhum”, começa a segunda. “Se não, por que os guardaria?”
Na verdade, a coleção é maior, beira os 50 mil volumes, pois os demais estão em outra casa, no interior da Itália. E é justamente tal paixão pela obra em papel que convenceu Eco a aceitar o convite de um colega francês, Jean-Phillippe de Tonac, para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros (“muito informais, à beira da piscina e regados com bons uísques”, informa Umberto Eco) que resultaram em Não Contem Com o Fim do Livro, que a editora Record lança na segunda quinzena de abril.
A conclusão é óbvia: tal qual a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. Qualquer dúvida é sanada ao se visitar o recanto milanês de Eco, como fez o Estado na última quarta-feira. Localizado diante do Castelo Sforzesco, o apartamento – naquele dia soprado por temperaturas baixíssimas, a neve pesada insistindo em embranquecer a formidável paisagem que se avista de sua sacada – encontra-se em um andar onde antes fora um pequeno hotel. “Se eram pouco funcionais para os hóspedes, os longos corredores são ótimos para mim pois estendo aí minhas estantes”, comenta o escritor, com indisfarçável prazer, ao apontar uma linha reta de prateleiras repletas que não parecem ter fim. Os antigos quartos? Transformaram-se em escritórios, dormitórios, sala de jantar, etc. O mais desejado, no entanto, é fechado a chave, climatizado e com uma janela que veda a luz solar: lá estão as raridades, obras produzidas há séculos, verdadeiros tesouros. Isso mesmo: tesouros de papel.
Conhecido tanto pela obra acadêmica (é professor aposentado de semiótica, mas ainda permanece na ativa na Faculdade de Bolonha) como pelos romances (O Nome da Rosa, publicado em 1980, tornou-se um best-seller mundial), Eco é um colecionador nato; além de livros, gosta também de selos, cartões-postais, rolhas de champanhe. Na sala de seu apartamento, estantes de vidro expõem tantos os livros raros – que, no momento, lideram sua preferência – como conchas, pedras, pedaços de madeira. As paredes expõem quadros que Eco arrematou nas visitas que fez a vários países ou que simplesmente ganhou de amigos – caso de Mário Schenberg (1914-1990), físico, político e crítico de arte brasileiro, de quem o escritor guarda as melhores recordações.
Aos 78 anos, Eco – que tem relançado no País Arte e Beleza na Estética Medieval (Record, 368 págs., R$ 47,90, tradução de Mario Sabino) – exibe uma impressionante vitalidade. Diverte-se com todo tipo de cinema (ao lado de seu aparelho de DVD repousa uma cópia da animação Ratatouille), mantém contato com seus alunos em Bolonha, escreve artigos para jornais e revistas e aceita convites para organizar exposições, como a que o transformou, no ano passado, em curador, no Museu do Louvre, em Paris. Lá, o autor teve o privilégio de passear sozinho pelos corredores do antigo palácio real francês nos dias em que o museu está fechado. E, como um moleque levado, aproveitou para alisar o bumbum da Vênus de Milo. Foi com esse mesmo espírito bem-humorado que Eco – envergando um elegante terno azul-marinho, que uma revolta gravata da mesma cor tratava de desalinhar; o rosto sem a característica barba grisalha (raspada religiosamente a cada 20 anos e, da última vez, em 2009, também porque o resistente bigode preto o fazia parecer Gengis Khan nas fotos) – conversou com a reportagem do Sabático.
O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?
O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança.
Qual a diferença entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca?
A diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar – muito embora Jorge Luis Borges, em seu livro Ficções, tenha criado um personagem, Funes, cuja capacidade de memória era infinita. Já a internet é como esse personagem do escritor argentino, incapaz de selecionar o que interessa – é possível encontrar lá tanto a Bíblia como Mein Kampf, de Hitler. Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta. Sou capaz de distinguir os sites confiáveis de filosofia, mas não os de física. Imagine então um estudante fazendo uma pesquisa sobre a 2.ª Guerra Mundial: será ele capaz de escolher o site correto? É trágico, um problema para o futuro, pois não existe ainda uma ciência para resolver isso. Depende apenas da vivência pessoal. Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos.
Não é possível prever o futuro da internet?
Não para mim. Quando comecei a usá-la, nos anos 1980, eu era obrigado a colocar disquetes, rodar programas. Hoje, basta apertar um botão. Eu não imaginava isso naquela época. Talvez, no futuro, o homem não precise escrever no computador, apenas falar e seu comando de voz será reconhecido. Ou seja, trocará o teclado pela voz. Mas realmente não sei.
Como a crescente velocidade de processar dados de um computador poderá influenciar a forma como absorvemos informação?
O cérebro humano é adaptável às necessidades. Eu me sinto bem em um carro em alta velocidade, mas meu avô ficava apavorado. Já meu neto consegue informações com mais facilidade no computador do que eu. Não podemos prever até que ponto nosso cérebro terá capacidade para entender e absorver novas informações. Até porque uma evolução física também é necessária. Atualmente, poucos conseguem viajar longas distâncias – de Paris a Nova York, por exemplo – sem sentir o desconforto do jet lag. Mas quem sabe meu neto não poderá fazer esse trajeto no futuro em meia hora e se sentir bem?
É possível existir contracultura na internet?
Sim, com certeza, e ela pode se manifestar tanto de forma revolucionária como conservadora. Veja o que acontece na China, onde a internet é um meio pelo qual é possível se manifestar e reagir contra a censura política. Enquanto aqui as pessoas gastam horas batendo papo, na China é a única forma de se manter contato com o restante do mundo.
Em um determinado trecho de ‘Não Contem Com o Fim do Livro’, o senhor e Jean-Claude Carrière discutem a função e preservação da memória – que, como se fosse um músculo, precisa ser exercitada para não atrofiar.
De fato, é importantíssimo esse tipo de exercício, pois estamos perdendo a memória histórica. Minha geração sabia tudo sobre o passado. Eu posso detalhar sobre o que se passava na Itália 20 anos antes do meu nascimento. Se você perguntar hoje para um aluno, ele certamente não saberá nada sobre como era o país duas décadas antes de seu nascimento, pois basta dar um clique no computador para obter essa informação. Lembro que, na escola, eu era obrigado a decorar dez versos por dia. Naquele tempo, eu achava uma inutilidade, mas hoje reconheço sua importância. A cultura alfabética cedeu espaço para as fontes visuais, para os computadores que exigem leitura em alta velocidade. Assim, ao mesmo tempo que aprimora uma habilidade, a evolução põe em risco outra, como a memória. Lembro-me de uma maravilhosa história de ficção científica escrita por Isaac Asimov, nos anos 1950. É sobre uma civilização do futuro em que as máquinas fazem tudo, inclusive as mais simples contas de multiplicar. De repente, o mundo entra em guerra, acontece um tremendo blecaute e nenhuma máquina funciona mais. Instala-se o caos até que se descobre um homem do Tennessee que ainda sabe fazer contas de cabeça. Mas, em vez de representar uma salvação, ele se torna uma arma poderosa e é disputado por todos os governos – até ser capturado pelo Pentágono por causa do perigo que representa (risos). Não é maravilhoso?
No livro, o senhor e Carrière comentam sobre como a falta de leitura de alguns líderes influenciou suas errôneas decisões.
Sim, escrevi muito sobre informação cultural, algo que vem marcando a atual cultura americana que parece questionar a validade de se conhecer o passado. Veja um exemplo: se você ler a história sobre as guerras da Rússia contra o Afeganistão no século 19, vai descobrir que já era difícil combater uma civilização que conhece todos os segredos de se esconder nas montanhas. Bem, o presidente George Bush, o pai, provavelmente não leu nenhuma obra dessa natureza antes de iniciar a guerra nos anos 1990. Da mesma forma que Hitler devia desconhecer os relatos de Napoleão sobre a impossibilidade de se viajar para Moscou por terra, vindo da Europa Ocidental, antes da chegada do inverno. Por outro lado, o também presidente americano Roosevelt, durante a 2.ª Guerra, encomendou um detalhado estudo sobre o comportamento dos japoneses para Ruth Benedict, que escreveu um brilhante livro de antropologia cultural, O Crisântemo e a Espada. De uma certa forma, esse livro ajudou os americanos a evitar erros imperdoáveis de conduta com os japoneses, antes e depois da guerra. Conhecer o passado é importante para traçar o futuro.
Diversos historiadores apontam os ataques terroristas contra os americanos em 11 de setembro de 2001 como definidores de um novo curso para a humanidade. O senhor pensa da mesma forma?
Foi algo realmente modificador. Na primeira guerra americana contra o Iraque, sob o governo de Bush pai, havia um confronto direto: a imprensa estava lá e presenciava os combates, as perdas humanas, as conquistas de território. Depois, em setembro de 2001, se percebeu que a guerra perdera a essência de confronto humano direto – o inimigo transformara-se no terrorismo, que podia se personificar em uma nação ou mesmo nos vizinhos do apartamento ao lado. Deixou de ser uma guerra travada por soldados e passou para as mãos dos agentes secretos. Ao mesmo tempo, a guerra globalizou-se; todos podem acompanhá-la pela televisão, pela internet. Há discussões generalizadas sobre o assunto.
Falando agora sobre sua biblioteca, é verdade que ela conta com 50 mil volumes?
Sim, de uma forma geral. Nesse apartamento em Milão, estão apenas 30 mil – o restante está no interior da Itália, onde tenho outra casa. Mas sempre me desfaço de algumas centenas, pois, como disse antes, é preciso fazer uma filtragem.
Por que o senhor impediu sua secretária de catalogá-los?
Porque a forma como você organiza seus livros depende da sua necessidade atual. Tenho um amigo que mantém os seus em ordem alfabética de autores, o que é absolutamente estúpido, pois a obra de um historiador francês vai estar em uma estante e a de outro em um lugar diferente. Eu tenho aqui literatura contemporânea separada por ordem alfabética de países. Já a não contemporânea está dividida por séculos e pelo tipo de arte. Mas, às vezes, um determinado livro pode tanto ser considerado por mim como filosófico ou de estética da arte; depende do motivo da minha pesquisa. Assim, reorganizo minha biblioteca segundo meus critérios e somente eu, e não uma secretária, pode fazer isso. Claro que, com um acervo desse tamanho, não é fácil saber onde está cada livro. Meu método facilita, eu tenho boa memória, mas, se algum idiota da família retira alguma obra de um lugar e a coloca em outro, esse livro está perdido para sempre. É melhor comprar outro exemplar (risos).
Um estudioso que também é seu amigo, Marshall Blonsky, escreveu certa vez que existe de um lado Umberto, o famoso romancista, e de outro Eco, professor de semiótica.
E ambos sou eu (risos). Quando escrevo romances, procuro não pensar em minhas pesquisas acadêmicas – por isso, tiro férias. Mesmo assim, leitores e críticos traçam diversas conexões, o que não discuto. Lembro de que, quando escrevia O Pêndulo de Foucault, fiz diversas pesquisas sobre ciência oculta até que, em um determinado momento, elas atingiram tal envergadura que temi uma teorização exagerada no romance. Então, transformei todo o material em um curso sobre ciência oculta, o que foi muito bem-feito.
Por falar em ‘O Pêndulo de Foucault’, comenta-se que o senhor antecipou em muito tempo O Código de Da Vinci, de Dan Brown.
Quem leu meu livro sabe que é verdade. Mas, enquanto são os meus personagens que levam a sério esse ocultismo barato, Dan Brown é quem leva isso a sério e tenta convencer os leitores de que realmente é um assunto a ser considerado. Ou seja, fez uma bela maquiagem. Fomos apresentados neste ano em uma première do Teatro Scala e ele assim se apresentou: “O senhor não me admira, mas eu gosto de seus livros.” Respondi: Não é que eu não goste de você – afinal, eu criei você (risos).
Em seu mais conhecido romance, O Nome da Rosa, há um momento em que se discute se Jesus chegou a sorrir. É possível pensar em senso de humor quando se trata de Deus?
De acordo com Baudelaire, é o Diabo quem tem mais senso de humor (risos). E, se Deus realmente é bem-humorado, é possível entender por que certos homens poderosos agem de determinada maneira. E se ainda a vida é como uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, como Shakespeare apregoa em Macbeth, é preciso ainda mais senso de humor para entender a trajetória da humanidade.
Como foi a exposição no Museu do Louvre, em Paris, da qual o senhor foi curador, no ano passado?
Há quatro anos, o museu reserva um mês para um convidado (Toni Morrison foi escolhida certa vez) organizar o que bem entender. Então, me convidaram e eu respondi que queria fazer algo sobre listas. “Por quê?”, perguntaram. Ora, sempre usei muitas listas em meus romances – até pensei em escrever um ensaio sobre esse hábito. Bem, quando se fala em listas na cultura, normalmente se pensa em literatura. Mas, como se trata de um museu, decidi elaborar uma lista visual e musical, essa sugerida pela direção do Louvre. Assim, tive o privilégio (que não foi oferecido a Dan Brown) de visitar o museu vazio, às terças-feiras, quando está fechado. E pude tocar a bunda da Vênus de Milo (risos) e admirar a Mona Lisa a apenas 20 centímetros de distância.
O senhor esteve duas vezes no Brasil, em 1966 e 1979. Que recordações guarda dessas visitas?
Muitas. A primeira, em São Paulo, onde dei algumas aulas na Faculdade de Arquitetura (da USP), que originaram o livro A Estrutura Ausente. Já na segunda fui acompanhado da família e viajamos de Manaus a Curitiba. Foi maravilhoso. Lembro-me de meu editor na época pedindo para eu ficar para o carnaval e assistir ao desfile das escolas de samba de camarote, o que não pude atender. E também me recordo de imagens fortes, como a da moça que cai em transe em um terreiro (para o qual fui levado por Mario Schenberg) e que reproduzo em O Pêndulo de Foucault.
Ubiratan Brasil, para o Caderno 2 do Estadão. Extraído deDigitalManuscripts
Peguei aqui: Papo-cabeça



O Nome da Rosa - Trailer

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O cavalo do príncipe...





Ok! Confesso! Freqüento um site de relacionamento, Tá! Não sou muito bom em relacionamentos, afinal... só consegui ficar, muito bem casado, por apenas 24 anos. Ajudou o fato de ter tido uma esposa maravilhosa e lindas crianças. Uma pessoa que tem o meu carinho e meu afeto, pois a amizade sempre existirá, pois somos boas pessoas.

Uma coisa que me incomoda quando começo a conversar com pessoas que acabo de conhecer nesse site são aquelas perguntas padrões: “Podemos se conhecer”? “Once more”? (“onde se mora”) “Onde se trabalha”? E por ai vai...
Não sei... Essas coisas são, as que menos me interessam ao conhecer uma pessoa. Pois quero conhecer seu caráter seus valores, seus gostos, suas emoções, suas atitudes e por ai vai... Não vou me estender sobre o tema neste momento, pois penso em escrever algo mais profundo a esse respeito no futuro.


Você que sabe que moro onde não mora ninguém...você que sabe que o que é realmente importante, não é onde a pessoa mora,mas, com quem mora, e eu moro muito bem, pois moro com você! Você que está sempre ai... ao meu alcance... não ao alcance dos olhos, mas... do coração, do intelecto, dos sentimentos.
- Obrigado! Por me deixar morar com você.
- Sim...você!
- Você que sempre me lê!
- V o c ê!!!

Once more...Obrigado!

Carlos Kurare

Sampa 14/5/2010 16:08

Hoje ao ouvir pela milésima vez essa pergunta... lembrei-me deste texto que li há anos, e que quero compartilhar com você.

I

Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, "Histórias Vividas", uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho.

Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão."

Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:

Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo.

Respondera-me: "Por que é que um chapéu faria medo?"

Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim:

As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando.

Tive pois de escolher uma outra profissão e aprendi a pilotar aviões. Voei, por assim dizer, por todo o mundo. E a geografia, é claro, me serviu muito. Sabia distinguir, num relance, a China e o Arizona. É muito útil, quando se está perdido na noite.

Tive assim, no decorrer da vida, muitos contatos com muita gente séria. Vivi muito no meio das pessoas grandes. Vi-as muito de perto. Isso não melhorou, de modo algum, a minha antiga opinião.

Quando encontrava uma que me parecia um pouco lúcida, fazia com ela a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era verdadeiramente compreensiva. Mas respondia sempre: "É um chapéu". Então eu não lhe falava nem de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Punha-me ao seu alcance. Falava-lhe de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão razoável.

II

Vivi portanto só, sem amigo com quem pudesse realmente conversar, até o dia, cerca de seis anos atrás, em que tive uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não tinha comigo mecânico ou passageiro, preparei-me para empreender sozinho o difícil conserto. Era, para mim, questão de vida ou de morte. Só dava para oito dias a água que eu tinha.

Na primeira noite adormeci pois sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que o náufrago numa tábua, perdido no meio do mar. Imaginem então a minha surpresa, quando, ao despertar do dia, uma vozinha estranha me acordou. Dizia:

- Por favor... desenha-me um carneiro!

- Hem!

- Desenha-me um carneiro...

Pus-me de pé, como atingido por um raio. Esfreguei os olhos. Olhei bem. E vi um pedacinho de gente inteiramente extraordinário, que me considerava com gravidade. Eis o melhor retrato que, mais tarde, consegui fazer dele.





Livro obrigatório numa boa biblioteca, digo melhor... numa biblioteca de gente boa!!!
Carlos Kurare


Moro onde não mora ninguém-Agepê.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Um dia um marimbondo invadiu o meu Lar.


Um dia vi um marimbondo entrar em minha casa, ele voava sem a graça das borboletas, sem a leveza dos pássaros, mas voava, e deixei-me iludir, não o matei. No dia seguinte eram dois, no terceiro dia, vi três. Pareciam como aviões “Zero”, como camicases embriagados de saquê³. Embriagavam-me com o som furioso de suas asas. Nada fiz, apenas observei. Lembro-me de fazer um comentário de caráter filosófico: de onde vêm os maribondos, para onde vão? Mas enfim, eu tinha coisas mais sérias para fazer, tinha meus problemas cotidianos, minhas dores, meus enigmas, minhas cores, minhas sigmas¹, meus estigmas, e parvamente, ignorava os marimbondos. Mas eles continuaram a vir visitar-me, a andar ao meu lado, mas, não me incomodavam, e nunca os matei.
Certa ocasião, minha filha encontrou um pássaro morto no jardim, ele estava todo picado, lembrei-me de uma cena de “Os Pássaros”, do Hitchcook: um pássaro morto, todo contorcido. A cena ainda me causa pena. Engraçado, isso não me acontece quando vejo baratas, lagartixas e outros insetos mortos, afinal são insetos, não partilham meus sonhos. Os dias passaram e continuarão a passar. Os dias, enfim “passarão”.
Um dia, vi minha filha entrar abruptamente no meu quarto, prendia um grito na garganta, e expressões de dor, medo e imobilidade brotavam de seu rosto jovem e lívido. Foi aos soluços que me disse que nosso cão estava morto. Eu com dificuldades levantei-me da cama, a abracei e corri como só um esquálido corre para fora da casa. Pude ver nesse momento o enxame de marimbondos que ainda se regozijavam no ar em volta de um cão que um dia nos dera alegrias tão caninas, e ali as assassinas sorriam, com dentes de vilões. Eu nada fizera até então. Diante de minhas limitações, vi que nada poderia fazer naquele momento a não ser entrar e fechar todas as frestas da minha casa. Corri para o computador e comecei a escrever para os vizinhos, para os amigos, para os estranhos. Meu texto era confuso, pois não dominava as palavras como gostaria. Entretanto, algo gritava dentro de mim, escreve!!! Avisa!!! Acende os faróis!!! Eles estão se disseminando, estão se reproduzindo, pois nada fazemos!!! E comecei a escrever e a mandar e-mails, telefonei para outros. Minha casa tem um enorme cacho de marimbondos. Entrávamos e saímos com medo todos os dias.
Não deixe que isso aconteça a sua casa, ou a casa de seus vizinhos. Faça o que tem que ser feito... Simplesmente, faça! Mate o primeiro marimbondo que invadir sua casa, pois um dia ele invadirá o seu lar.
Bem vamos aos fatos. Um dia um enxame invadiu minha casa. Impossibilitaram a saída ou a entrada dela, só havia aquela porta, morava no segundo andar de um prédio. Bem eu com uma armadura: óculos de mergulho, touca e chapéu, um lenço sobre o rosto e uma calça jeans e uma blusa (nossa como aquilo estava quente era verão e naquela cidade esquecida por Zeus o calor e a umidade eram insuportáveis). Fervi muita água (era o que eu tinha à mão). Munido com esse arsenal de água fria/água quente, e depois de muita luta e nenhuma, nenhuma picada, consegui que o enxame levasse a rainha para outro lugar. Já levei picada de marimbondo, abelha e outros insetos, pois andei em muitas matas, mas o que mais doeu foi o de mamangaba nas costas. Acabo de lembrar-me que uma vez atirei-me na água para fugir de um enxame de marimbondos, levei apenas uma picada, mas, me ferrei, pois a parte da represa na qual mergulhei estava cheia de pedras.
Portanto, fica aqui o alerta, não deixe pedras entrarem em sua vida... Ah! Batatas também não... rsrsrs.
É isso!

Carlos Kurare

Um bom dia e veja o eslaide O silêncio dos Bons! (não sei como postá-lo, caso o queira envio por email).

Sugiro a leitura do livro A revolução dos bichos do George Orwell.
Os filmes A Onda de 1981 e o de 2008.


1 - sigma
1 - A décima oitava letra do alfabeto grego, correspondente ao nosso s.
4 - Estat Símbolo (s) de afastamento ou desvio padrão. MICHAELIS

A cada passo... uma brasa a menos... para o horizonte.

A vida é um caminhar em brasas... Enquanto manteres o ritmo do caminhar... não queimarás os pés.  Carlos Kurare