Flor Amorosa Num belo dia desejei só para mim Mulher amorosa e decente E como jardineiro diligente Semeei a melhor semente enfim Sei que é questão de tempo para sua vinda Para perfumar a minha vida com afinidades E sei que, se não for bela, será muito linda Pois será isenta de espinhos e de vaidades Agora aguardo com paciência Minha flor parir no meu jardim Com aroma, com essência E com a sua bela cor carmim Carlos Kurare Jampa - 2017-01-07 09:31 (poema feito em 50 minutos, portanto, não o leve muito a sério!)
Poema de minha filha Lívia - Voz de Carlos Kurare
Flor Amorosa (Joaquim Callado e Catullo da Paixão Cearense) por Lysia Condé
Flor Amorosa - Catullo da Paixão Cearense e Joaquim Callado - Maria Martha
No interior da bela Paraíba há pegadas de dinossauros com mais de 120 milhões de anos! No sertão desse estado o clima protege, calorosamente, a memória de um passado distante. No interior de meu coração há uma bela paraibana, que tem um gênio, que transpira espinhos de mandacaru, mas que quando dá suas flores... enche-me de alegria, calor e suor! No nosso clima, mesclado de nordeste e sudeste, procuramos proteger a memória de nosso futuro. Não é fácil cultivar flores onde a água é escassa, mas em São Paulo ela também não é farta e pouca terra há que possa sorver a sumida garoa de outrora. A cidade está: plástica, asfáltica, sintética, hermética... impermeável! Nós, no entanto, estamos permeáveis as emoções, que transbordam nos dias e noites da Paraíba. Nós queremos nos cristalizar, virarmos pegadas de velociraptors de 120 milhões de anos. E para isso caminhamos de mãos dadas e sob nossos pés deixamos a lama para trás! Somos dinossauros em tempos modernos. Acreditamos no amor, e lutaremos por ele, até a extinção! Feliz aniversário, minha flor de mandacaru!
Carlos Kurare (um velociraptor em fuga da extinção)
No frio da saudade - Poema by Lívia - Voice by Carlos Kurare
Minha filha escreveu este poema aos quinze anos.
Fanatismo Florbela Espanca Voice Carlos Kurare
Oxente Uai - Ai que saudade d'ocê (Vital Farias)
"Este arranjo compõe o espetáculo 'Eles Passarão, Eu Passarim', projeto de estréia do grupo Oxente Uai. O trabalho é um vôo poético pelo forró, xote e baião, que traz para o palco o cancioneiro popular nordestino em uma roupagem contemporânea. O grupo Oxente Uai propõe uma hibridação entre a música erudita e popular além da soma de outras artes, como teatro, fotografia e literatura. O resultado é uma comunhão de diversos elementos que formam uma textura poética, autoral e sensível acerca do sertão. O espetáculo é um passeio pelos sentidos e sentimentos do sertão em busca de encontros que projetem ainda mais as vozes potentes da arte popular."
O Grupo
Voz: Raísa Campos
Violão e Cavaquinho: Victor Rodrigues
Acordeon e Viola: Gilmar Iria
Violoncelo: Garcia Junior
Percussão: Flávio Cravo
Ficha Técnica
Direção de Imagem e Edição: Vanessa Maciel
Gravação e Mixagem: Fábio Janhan
Produção Musical: Oxente Uai
Cenário: Vanessa Maciel e Raísa Campos
Figurino: Oxente Uai
Concepção de Figurino: Raísa Campos
Projeto Gráfico: Camila Campos
Produção Executiva: Raísa Campos
www.flavors.me/oxenteuai
www.facebook.com/GrupoOxenteUai
contato.oxenteuai@gmail.com
Minha Namorada-Vinícius e Miúcha
Minha Namorada Vinicius de Moraes
Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber por quê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois
Entendo que coisas ruins acabem, mas quando as boas esvanecem-se diante dos meus olhos, sinto um aperto aqui dentro. Um aperto de partida! Carlos Kurare
Ismália na voz de Carlos Kurare - www.carloskurare.blogspot.com
Ismália
Alphonsus de Guimaraens
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...