terça-feira, 27 de setembro de 2011

"Sei que a vida vai... aprontar!"



Filho Ser!

O filho que um dia fiz
Hoje é quase um homem.
Ele corre sobre brasas
Sem palavras que o domem.

Às vezes o encontro
Num desencontro de brumas
Num sonhar acordado
Ou num jogo de runas!

Perscruto seu ir, pois...
Há angústias no ar!
Pergunto-lhe em sonhos:
Em que terras estais?

Eu o percebo meu filho e o hálito
das suas palavras me apraz
Eu também o chamo querido,
Pois ambos precisamos de paz

Sempre o chamarei querido,
Saiba que orgulho-me de ti!
... Além de amá-lo demais!

"O filho que fiz".
Hoje faz-se por si próprio!

Sampa - 26/9/2011 17:52
Carlos Kurare

Filho... O papai tem orgulho de você, pois sei que serás melhor do que sou!

E sei que vai chorar ao ler estás palavras como eu choro ao escrevê-las.
Saiba querido que eu sempre o amei, mas isso é fácil para mim, afinal sou pai e o amor já veio embutido em meu coração.
Mas a admiração, filho... o respeito que tenho por você? Saiba que foi conquista sua, ao longo dos anos.
Adolescência é complicada, a idade adulta... mais ainda amigão! Rsrs
Um beijo carinhoso!

Papai

Kleiton e Kledir - CORPO E ALMA - letra aqui


O poema feito para meu filho foi inspirado no poema do Drummond

SER
Carlos Drummond de Andrade.

O filho que não fiz
hoje seria homem.
Ele corre na brisa,
sem carne, sem nome.

Às vezes o encontro
num encontro de nuvem.
Apóia em meu ombro
seu ombro nenhum.

Interrogo meu filho,
objeto de ar:
em que gruta ou concha
quedas abstrato?

Lá onde eu jazia,
responde-me o hálito,
não me percebeste
contudo chamava-te

como ainda te chamo
(além, além do amor)
onde nada, tudo
aspira a criar-se.

O filho que não fiz
faz-se por si mesmo.

Peguei aqui


Espelho - João Nogueira - letra aqui


O Filho Que Eu Quero Ter - TOQUINHO - De: Vinicius de Moraes e Toquinho - letra aqui


Dorme, felipinho...dorme bonitinho!
"Dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem"
Vinícius de Moraes

2 comentários:

Arte Brasilis disse...

BELÍSSIMO POEMA AO FILHO.
QUASE FLUÍDICO.
APLAUSOS, KURARE.

Anônimo disse...

Caramba, homem!
Vc me fez chorar com esta poesia.
Lembrei do meu pai falecido e no quanto gostaria de poder ter uma segunda chance de conhecê-lo melhor.
Seu filho deve se orgulhar de ti.
Parabéns pelo pai que és.
Abraço,
Lina Maria(PP)

Sou do tempo em que montar numa magrela: era só sair para pedalar!

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