VERde novo: Curto-circuito (postado originalmente em: 23/06/2010



A luz nunca acaba. Quem acaba somos nós!
Quantas e quantas estrelas, que vemos brilhar no céu, já estão mortas! Apenas não nos conscientizamos disso. Pois ainda vemos seu espectro, vemos seu passado!
Carlos kurare
Sampa - 22/6/2010 12:07



Curto-circuito

Nosso tempo é curto-circuito, portanto...
curta o curto tempo que tem!
Pois a qualquer momento neste circuito no qual vivemos,
a eletricidade “escaCeará”, e como fótons-fátuos é fato: Apagaremos!
Inês foi pra vida, e fechou a porta.
Fechou o gás!
A Inês fugaz! Não voltará!

Como gás, Inês se esvai como um balão
que escapa da menina sobressaltada
A chama azul do butano fugaz
Amarela-se com o sorriso de rabanada
E a chama do fogo-fátuo do fogão
O chama para a realidade desapraz

A chama, o chama, para um insólito momento,
no qual você clama pelo incandescente, ardente, inconseqüente: fogo da paixão!
Mas Inês. Não o ama mais. Apaga, portanto sua labareda.
Inês não voltará
Amarelou como o papel do bilhete
Amarelou como o sorriso de paz
Envolto em gazes de Gaza
Que você com o tempo acatará
Pois Inês...Inês é morta e não voltará.
Rapaz! Inês... mumificou-se!
Carlos Kurare
Sampa - 22/6/2010 12:07




Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, (Valinhos, 6 de agosto de 1910 — São Paulo, 23 de novembro de 1982) foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro. Rubinato representava em programas de rádio diversos personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, o qual acabou por se confundir com seu criador dada a sua popularidade frente aos demais.

Pode apagar o fogo Mané - Martinho da Vila - Música de Adoniran Barbosa

Comentários

Lina Maria disse…
Inês...quantas há no mundo?
Depende do mundo, depende da época, depende do coração...

A Inês de Adoniran, a Inês de Camões...

Adoniran conta uma história de abandono, por outro lado, Camões nos
presenteia com sua maestria ao elaborar uma linda história de amor (fato real);
uma história de luta por um sentimento, cujo palco são as terras lusitanas.
Uma plebeia que foi degolada na frente dos filhos, só porque era o amor de um futuro rei de Portugal. O príncipe que, desolado, após saber do acontecido,vai em busca de justiça, arrancando o coração dos tiranos e covardes agressores pelas costas.
No momento da execução destes, eles clamam por misericórdia, ouvindo a seguinte frase que ecoa até os nossos dias:

"Agora, Inês é morta!"

O príncipe recolhe os restos mortais de sua amada e obriga a arrogante e orgulhosa realeza portuguesa a beijar as mãos de sua rainha.
Sim, ela morreu, mas viveu junto de seu amor uma linda história de amor, interrompida apenas pela ganância humana.
Ao ler o nome "Inês" não pude deixar de relembrar deste episódio registrado, tanto na História, quanto na Literatura.
E como não se emocionar ao ver uma história de amor de verdade?!!!!
Pois é, depende da "Inês", depende do coração...

http://www.vidaslusofonas.pt/inesdecastro.htm
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/o/os_lusiadas_ines_de_castro

Episódio de Dona Inês de Castro
(Os Lusíadas, Canto III,135)

"As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas choradas transformaram.
O nome lhe puseram, que inda dura,
Dos amores de Inês, que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água e o nome Amores."

Um beijo!


Silvana Bacana disse…
Que maravilha o depoimento da sempre presente, a caríssima Lina, adorei saber da história sobre o velho ditado da Inês !!! Valeu hein ...

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