segunda-feira, 7 de junho de 2010

Se Eu Quiser Falar Com Deus...



"Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama: Santidade, qual a melhor religião? O teólogo confessou que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo.

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:

A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor. Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar: O que me faz melhor? Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."

Não sei se o fato é verídico, mas...gostei da resposta.
Carlos Kurare


Se Eu Quiser Falar Com Deus - Elis Regina - Capela - by Gilberto Gil


- Caramba! Eu queria ter visto um show dessa mulher!
- Quando eu tinha tempo!
- Não tinha dinheiro!
- Quando eu tinha dinheiro!
- Não tinha tempo!
- E quando eu tive tempo e dinheiro...O tempo da Elis passou...
- Se você não se arrepiar com esta interpretação da Elis.
- Passe no caixa que terá seu dinheiro de volta.
- Pois, o seu tempo passou.
Carlos Kurare

4 comentários:

ANÔNIMA FASCINADA disse...

Hoje será um dia de comentários polêmicos, colocou duas granadas:"Elis e Religião"!Qualquer uma que escolhermos comentar com toda certeza poderá desagradar a muitos.Uma interpretação de mexer com todos os meus sentidos... Deus,para mim,é um ser tão ilimitado que não posso concebê-lo preso dentro de limites doutrinários de qualquer religião fundada pelo homem.Religião no meu modo de ver é apenas a forma que nós humanos escolhemos para nos comunicar com nosso criador,de forma que a resposta de Dalai Lama foi muito pertinente.Parabéns

Luciana disse...

Eu amo , sepre amei Elis,eu era criança quando ela se foi, não poderia ter ido ao show, mas sinto como se ela estivesse viva, ela me traz muita coisa boa, maravilhosa.

Anônimo disse...

Interessante observar que o Lama diz “Aquilo” e não “Aquela”, o que dá a entender que não está se referindo apenas às práticas propriamente religiosas, ou ao que está vinculado apenas a elas. A religião como ato de religar, voltar-se ao Criador, à origem de tudo pode ser desenvolvida através de toda atividade humana, aquelas que proporcionam bem de si e dos outros; o autoconhecimento, que nos proporciona maior respeito à vida em todas as suas manifestações; a expressão artística e a contemplação das belezas nas mais singelas e até mesmo insignificantes aparições na natureza (se é que possa existir alguma coisa insignificante na Natureza). Então, a “re-ligação” pode ser praticada pela Filosofia, pela Ciência, pela Arte, enfim, por toda maneira que leve o humano a gozar de suas capacidades propriamente humanas, com liberdade e responsabilidade ética. Mas, acima de tudo, que proponha ao indivíduo a constante análise de seus atos e a consciência de sua condição (por vezes esquecida). É a busca, o caminho, antes do encontro, isso é que transforma. A letra da música que também é parte da reflexão, sugere o que é possível conquistar na realização do caminho. Conquistas que virão, mas somente àquele que o percorrer desprovido de qualquer interesse, até de si mesmo. Eis aqui, um exemplo de oração, reza ou prece - seja lá qual for a maneira de dizer -, que possibilita um contato, real, com Deus: a GRATIDÃO. No momento que se tem em si esse lampejo de reconhecimento do ensinamento e da sabedoria que existe em todas as situações da existência, e entendemos o quanto tornamo-nos benditos à conclusão de cada etapa percorrida na trilha, sem esquecer que aprendemos a encarar a vida com mais leveza, mais equilíbrio e fé. Nesse momento falamos com Deus, sem palavras, mas com a verdade da qual somos gerados..., o amor. Essa verdade não é apreendida em um único meio, mas no único meio: a vida em toda sua manifestação.
A Elis... Ah, a Elis! Sua interpretação é sua prece, a via por onde busca de Deus, toda emoção sentida pelas pessoas que sabem ouvi-la.
Desculpe-me, outra vez, pela extensão do comentário. Eu me empolgo muito. Preciso aprender a economizar palavras.
Obrigada pela oportunidade.

Clarabela

Anônimo disse...

Talvez, essa reportagem postada no youtube, possa servir de exemplo complementar, ao comentário anterior:

http://www.youtube.com/watch?v=9z3wfbHhE4U

Clarabela

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