sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Adolescência e a arte de sobreviver...


Eu simplesmente consegui sobreviver a minha adolescência sem quebrar um osso sequer. Bem... Pelo menos não quebrei os meus. Devo isso ao fato de que os jovens no passado eram mais ajuizados. Como recordação, desse passado distante, tenho apenas algumas singelas cicatrizes e uns pontos.
Nunca quebrei a cara, mas uma vez queimei a cara! Ao colocar fogo em uma lata de cera parquetina com pólvora, isso aos cinco anos, claro que sob a orientação abalizada da minha irmã que, com seus dez anos, já dominava com grande fluência a química e a física avançada, e entendia bem sobre a expansão de materiais explosivos em pequenos compartimentos armazenadores de cera. Cortei pés em cacos de vidro, tenho 13 pontos em um pé, tenho uma cicatriz no dedão que o meu cachorro, num ato de som e fúria, varou de lado a lado, com o seu canino amarelo. O maldito só largou meu pé quando lhe soquei o focinho. Sabia que cães têm o focinho sensível além de frio? Tenho uma cicatriz na testa feita com a habilidade de um cirurgião do século XIX, minha irmã Maria, altamente adestrada em arremesso de lata de óleo Maria, foi que o fez. Fiz é claro, vários furos nos pés, com pregos, languidamente enferrujados. Ah! Tive aquele rasgo no braço quando aos 20 anos meti-me a besta de andar num skate. Fora a mão moída no carrinho de rolimã. Ah! Esqueci de mencionar o dente que quebrei num mergulho aos doze anos. Teve as vezes que rolei escada abaixo, a queda de 3,5m da janela.Não vou mencionar a queda que tive durante um treinamento de alpinismo, pois na verdade não me machuquei, a corda de segurança evitou que eu caísse nas pedras. Aprendi uma boa lição nesse dia e a quero compartilhar com você: quando for praticar alpinismo use calças marrons, pois elas evitam situações embaraçosas após quedas imprevistas e assustadoras.
Por essas e outras experiências da minha juventude é que realmente não entendo, como os meninos de hoje, se machucam tanto? Pois quando eu era jovem, os jovens, não pensavam em cometer loucuras, ou as praticavam! :0)
Carlos Kurare



YouToba - ParToba2

5 comentários:

Paul@... disse...

Carlos... A D O R E I!!
Ri muito com suas aventuras infantis, e me idenfiquei com algumas delas. Eu apesar de ser uma mulher, e um dia ter sido uma menina, era tão moleca quanto os meninos...
Diariamente eu entro no seu blog pra ver qual a do dia... Vc é muito bom nisso. Está proibido de faltar por aqui.
Beijos e bom fds!!
Paula Araujo
(de uma olhadinha no meu MODESTO blog tb.. tá!
http://pmmaraujo.blogspot.com/

Lee disse...

vixe! você era o "ANJINHO"da mamãe, heim!

Anônimo disse...

Meu Zeus do céu,Carlos Kurare quase não deu trabalho para seus pais na infância,hein.Que sapeca,e a irmã junto. Foi com prazer que li as hilárias histórias e,francamente,muito bem escritas pelo dono do Blog.Nota 10 para o texto,pelo trabalho gasto na pesquisa e do vídeo.Parabéns,um beijo e um abraço da Silvana Bacana.

Anônimo disse...

Bem,esqueci de dizer que fui uma menina comportadíssima na infância,nunca quebrei nada do corpo,exceto um dedão do pé moído entre pedal de bicicleta e chão.Nem precisou costurar,mas lembro-me que chorrreeeiii até racharrr de medo de tomar injeção,porque meu pai é médico e trabalhava no hospital na mesma rua de minha casa.Com certeza meu caso é fichinha perto dos pequenos acidentes da infância de Carlos Kurare!!! Silvana Bacana.

Luna disse...

Cheio de cortes e cicatrizes que lhe revelam a alma...a alma de moleque levado!

Já a alma do homem maduro... A quantas anda esta alma???

Espero que você esteja bem "corpo e alma".

Muito além de um jardim!

Flor cuidada por mim Flor Amorosa Num belo dia desejei só para mim Mulher amorosa e decente E como jardineiro diligente Semeei a...