terça-feira, 19 de outubro de 2010

Qualquer um pode ser pai ou mãe...





O que mais me assusta é que qualquer um...literalmente qualquer um pode ser pai ou mãe. São atividades que não requerem qualificação alguma. Isso explica muita coisa...você não acha?!
Maldito círculo vicioso da ignorância...






Faça a sua parte. Eduque! Seja o bom exemplo! 
Carlos Kurare





O melhor modo de ensinar é com o exemplo.



O Meu Guri - Chico Buarque de Holanda

4 comentários:

Rê Liberato disse...

Bom dia, querido...Eu lhe escrevi este texto...quando você postou "A última veza que vi meu pai" ...me lembrei dele agora...e de novo...saudades dele...Rubem Alves no livro " A menina e o pássaro encantado" diz que saudades é o alimento do Amor...Ele tem razão...Meu amor por ele só aumenta...
"Meu pai morreu depois de 25 dias de internação.
Morreu de câncer...um diagnóstico difícil que só se definiu depois de 16 dias de internação.
Estivemos com ele na noite, todos nós...minha família.
Quando fomos para casa da minha mãe...o hospital ligou avisando da morte dele.
Voltei para o hospital e fui até onde ele estava.
Quando olhei para ele, pensei imediatamente que não conhecia aquele ser.
Tão diferente dele...ele não estava mais lá...
Pensei então:
Ainda bem que vivemos tudo o que podíamos viver.
Nos amamos, nos odiamos, interferimos um na vida do outro, rimos muito juntos...ele era engraçadíssimo, cantamos juntos...desafinado...rsrs, eu o vi trabalhando...ele era ourives...um artista...aprendi com ele o esmero com aquilo que se produz.
Ele tinha uma presença absolutamente abrangente na minha Vida.
E naquela hora eu perdi uma das pessoas mais adoráveis que eu conheci.
Vaguei pelo Mundo dando conta de viver por mais de 1 ano...ligava para casa da minha mãe na esperança dele atender o telefone.
Tão rápido...tão bruto...tão definitivo...
Com o Tempo...que é o Senhor das coisas..descobri que por conta de toda a nossa experiência compartilhada...eu nunca o perderia de fato...
Ele já estava tão em mim...
Eu já o era tanto!!!!
E o mundo da imagética...o Mundo plástico das imagens...brotou como uma possibilidade...
Lá converso questões que nunca conversamos antes, lá ele continua a me amparar, lá continuamos a nos pertencer...almas que precisam cumprir caminhos juntas...
Quem sabe de algum outro jeito...de algum outro lugar...em alguma outra hora...
E isso me deu alívio...paz...

A última vez que eu encontrei meu pai...

Agora mesmo...com aqueles olhos azuis cor do céu...e um jeito atrapalhado de italiano exagerado...
Que nunca mais vou parar de olhar...
Porque agora...ele mora dentro de mim..."
Já lhe agradeci...mas lhe agradeço de novo pela recordação...
Não, pai é uma palavra muito grande para caber em qualquer pessoa...precisa ter tamanho para carregar essa força...Beijo muito carinhoso na sua alma...

Lee disse...

Rê... me emocionei com seu relato menina! Obrigada por dividir seus sentimentos, me acrescentou! beijo.

Carlos Kurare disse...

Re,

Menina...fiquei sem palavras e a garganta secou aqui.
Um beijo!

Carlos Kurare

Luna disse...

Rê,

Você tem uma capacidade incrível de expor seus sentimentos! Escreva sempre...escreva muito! E quando possível, divida conosco.

Maravilha este seu relato sobre seu pai.

Abraços!

Muito além de um jardim!

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