quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu vejo detalhes...


Não vou escrever nada pois nada há para escrever, apenas quero dizer que, no meio do caminho havia uma flor...  Eu a vi! Pois vejo os detalhes...
Carlos Kurare

A Flor e A Náusea










Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Carlos Drummond de Andrade
Nasceu em ltabira (MG) em 1902. Fez os estudos secundários em Belo Horizonte, num colégio interno, onde permaneceu até que um período de doença levou-o de novo para ltabira. Voltou para outro internato, desta vez em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. Pouco ficaria nessa escola: acusado de "insubordinação mental" - sabe-se lá o que poderia ser isso! -, foi expulso do colégio. Em 1921 começou a colaborar com o Diário de Minas. Em 1925, diplomou-se em farmácia, profissão pela qual demonstrou pouco interesse. Nessa época, já redator do Diário de Minas, tinha contato com os modernistas de São Paulo. Na Revista de Antropofagia publicou, em 1928, o poema "No meio do caminho",

Fonte: http://www.culturabrasil.pro.br/cda.htm#nausea

4 comentários:

Rê Liberato disse...

Veja só...Eu sempre disse que o Drummond não era poeta para a noite...a Hilda (Hilst) é para noite...raras exceções...Esse poema é para a Noite...de lua cheia...um céu iluminado... estrelas cintilantes a bailar...Exuberância é o nome de Drummond nesse poema...uma fortaleza..." Rosa do Povo" 1943-1945...tempo de guerra...dentro e fora dele...E ele continuando seu desabrochar..."Vou de branco pela rua cinzenta"..."Em vão me tento explicar...os muros são surdos" "Por fogo em tudo inclusive em mim..." "Vomitar este tédio sobre a cidade...quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado"...quase se assemelha a Hilda Hilst no escárnio da alma de poeta...Uma flor teima em nascer no asfalto...eu já vi isso tantas vezes na Natureza...tantas vezes eu vi a Natureza se levantar, e com dignidade escorrendo pelo Tempo...se recompor em cores muito mais vivas, que antes do golpe do machado...Vejo isso na Natureza Interna das pessoas...Flores que brotam no cimento da cidade...Flores que insistem em sobreviver, defendo a sua Natureza...Muitos pés pisam nela...e ela então se fortalece...Assim são os poetas... não é mesmo, Kurare? Muito obrigada por me mostrar que quando penso que sei...descubro que sei muito menos ainda...Obrigada por me oferecer um Poeta do Dia numa Noite Encantada...ele vai me ninar...

Carlos Kurare disse...

Rê,

Eu que agradeço suas palavras! Essa é uma das características dos meus leitores: têm uma sensibilidade a flor da pele, não se contentam com o raso!
Obrigado amiga, pelos sábios conselhos que me dá!
Um beijo!

Carlos

Silena disse...

nature is the sense of life
and poetry is the way to express it

wonderful, naked sentimentality

like this song

Aline Crepaldi disse...

Há beleza em todo canto....basta saber enxergar...Pena que nem todos usam os " óculos do amor " para enxergarem...

Muito além de um jardim!

Flor cuidada por mim Flor Amorosa Num belo dia desejei só para mim Mulher amorosa e decente E como jardineiro diligente Semeei a...