quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O futuro é mutável... o passado não!


Corre que você ainda pode mudar o seu futuro!

O futuro é mutável... o passado não!Um mundo melhor? Humm! Só quando o homem se tornar melhor! Cansei de ver gente ganhando dinheiro com a desgraça alheia, empresários capitalizando muito com a hipócrita ajuda aos necessitados. Não estou dizendo que seja o caso aqui, pois há pessoas e... pessoas. Mas no frigir dos ovos? Vejo cada uma que parece duas!!!
Minha visão sobre o ser humano... não mudou! E é péssima!  A história e a minha história me mostram isso! Vivemos em ilhas da fantasia ilhados por um mar de sarcasmo, digo... sargaço! Lembrando agora do livro de H.G. Wells, somos mais Morlocks que Elois.
Carlos Kurare



Um Mundo Bem Melhor (We are the World Brasil) - Oficial HD

Dica da leitora Norma(Ela é empressada, digo empresária, mas é boa gente.)

We Are the World - Lionel Richie, Tina Turner, Michael Jackson


Sobre os Morlocks e os Eloi veja abaixo. Quem sabe um dia esse filme, que eu tenho e gosto, passa na sessão da TRIBO?

DVD A MAQUINA DO TEMPO ANO 1960 DUBLADO MUITO RARO


A Máquina do Tempo filme de 1960


A Máquina do Tempo - H. G. Wells

O ano é 802.701. A humanidade dividiu-se em duas linhagens: os Eloi, habitantes da superfície, e os Morlock, que vivem nos subterrâneos. Tentando retornar ao seu mundo, o Viajante do Tempo descobre a terrível verdade: os Morlock alimentam-se dos Eloi, e estes não passam de gado nas mãos dos primeiros. "Eu compreendia agora o que estava escondido por baixo de toda essa beleza do mundo exterior. Muito agradável era o dia dos Elois, tão agradável como o dia do gado na pastagem. Como o gado, não conheciam inimigos e tinham quem lhes provesse a todas as necessidades. E o fim deles era o mesmo" (p. 92).


A metáfora é explícita e faz parte das próprias conjecturas do Viajante do Tempo. Os Eloi seriam os descendentes da classe burguesa (e a descrição de sua vida no início do livro em tudo a ela se assemelha, desde a despreocupação com a vida material – pois apenas colhiam os frutos abundantes da terra, produzidos pela classe operária – até a atitude blasé característica desse tipo de vida), e os Morlock, os descendentes da classe operária. Em algum momento no tempo, o jogo se inverteu, apesar das aparências ainda contrárias, e a verdade subterrânea revelou-se definitiva: são os Eloi-burgueses os verdadeiros escravos dos Morlock-proletários, pois deles dependem para a própria sobrevivência, ao utilizarem a sua força produtiva. Nesse sentido, os Eloi e os Morlock são o espelho mesmo das classes tal como as descreve o materialismo dialético: opostas, mas complementares e interdependentes. Não haveria burguesia sem proletariado, nem proletariado sem burguesia. Só que o horizonte da história marxista mostra-se impossível nesse livro sombrio: o choque dialético não daria lugar a uma sociedade sem classes, mas, ao contrário, sua contínua evolução dialética radicalizaria a sua dependência mútua.

Dessa forma, A Máquina do Tempo mostra-se um livro em tudo tributário do gênero que se convencionou chamar ficção científica, tão caro ao século XIX do qual faz parte (foi escrito em 1895). Pode-se dizer que o gênero foi inaugurado com o clássico de Mary Shelley, Frankenstein, que já trazia todas as preocupações que lhe seriam definidoras: a crença no progresso científico da humanidade aliada a uma certa descrença com relação à sua evolução moral. Não havia dúvidas quanto às infinitas possibilidades no campo do saber científico: muito pouco faltava para o homem vencer todas as barreiras que a natureza lhe impunha, como a morte, a criação ou a continuidade temporal. Nesse último caso, talvez o livro seja fantasista ao extremo, o que não importa tanto se se levar em conta suas preocupações metafóricas.

Pode-se dizer também que a literatura sociológica possui essa mesma origem, e as mesmas preocupações. Pois a sociologia de Durkheim, se não duvidava do progresso material que tendia a aumentar cada vez mais, já se revelava cética quanto à evolução moral das sociedades: a anomia era o preço a pagar pelo progresso, ainda que Durkheim acreditasse num retorno à estabilidade social.

Assim, A Máquina do Tempo é um romance que pertence ao XIX, e é herdeiro de suas principais correntes de pensamento: o positivismo e o marxismo. Do positivismo, guardou a crença no progresso científico, e do marxismo o conflito social. Mas ainda é possível lê-lo com interesse. Porque, sendo literatura, não era apenas transformação em romance dessas correntes de pensamento, mas as ultrapassava. Não é do futuro que ele fala, mas do presente. Metaforiza a divisão entre classes, mas principalmente mostra-se cético quanto ao progresso da humanidade. Assim é que pode ultrapassar o positivismo e, principalmente, o marxismo positivista, que via na história um continuum sempre em direção a um progresso, cujo destino histórico final necessário era a sociedade sem classes.

Tudo isso foi perdido na realização do filme pelo bisneto de H.G. Wells, em 2002. Onde não havia razão outra que a curiosidade científica típica de uma personagem do XIX, colocaram razões emocionais (o Viajante do Tempo, que também ganhou um nome, estaria tentando recuperar a vida da namorada). Acrescentaram viagens intermediárias no tempo, dando um motivo cataclísmico para a divisão humana em duas raças. Pior, destruíram toda e qualquer possibilidade metafórica, fazendo dos Eloi uma tribo indígena que ainda sabia falar inglês (!), e dos Morlock uma raça sub-dividida em diversas espécies. Pior ainda, modificaram completamente o final da história, forjando um final feliz em nada condizente com o espírito do livro.

Fonte: aqui

4 comentários:

Isabel_Alvarenga disse...

"Um mundo bem melhor".... ficou lindo esse video, né?
Gostei... bjssss Kurare!

margoh werneck disse...

tudo dito,
nada feito,
fito e deito.

Paulo Leminski

[contem 1 beijo]

CRÍS disse...

Oi Carlos,
peguei essa postagem agora no meu blog. Futuro mutável, sim tento explicar isso prás pessoas, mas parece que elas estão sentadas numa poltrona vendo a vida delas passar pela frente, assistindo apenas, acho que a única participação delas nisso é comer pipoca, rs
E aí me procuram aflitas prá tentar mudar, pode?
Como taróloga, meio diferente do que há por aí, balanço a bandeira do livre-arbítrio bem na cara delas, mas parece que não adianta...gostei, bjs

MJ FALCÃO disse...

Kurare amigo! Obrigada pela visita ao ninho do falcão! Sem livros, o que seria de nós?! Mas é preciso "protestar" quando nos querem roubatr o "alimento"...
Gostei muito da Máquina do Tempo. E descobri há pouco um livro belo e bom: "Alma Simples" (Kipps) de Wells.
Abraço

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