quarta-feira, 27 de abril de 2011

VerDE Novo: Nome da nau de Cabral?


A postagem abaixo foi feita originalmente em 27 de abril de 2010, não revisei.


A comentarista Isabel me fez a seguinte pergunta: "Carlos, achei muito interessante vc falar sobre a História do Brasil e estou interessada no livro que indicou... Mas afinal, como era o nome das naus de Cabral?"
Como sei que algumas pessoas têm dificuldade para ler os comentários (não vou nem mencionar os que têm dificuldade de entendê-los!!!
Esta é a resposta que postei para a gentil comentarista:

- Nome das naus de Cabral?
- Sei lá!!!
- Vá perguntar ao Bispo!
- São tantos os desencontros de informações!
- Veja eu sei o nome da arca do Noé!
- Sei o nome da Argo, a embarcação dos argonautas que a utilizaram em busca do Velocino de ouro.
- Sei o nome da nave que pousou na lua (Eagle).
- Sei o nome das naus que descobriram a América do Norte.
- Agora... eu o Brasil e Portugal... Não sabemos o nome das naus que descobriram o Brasil!!!
- PORTUGAL nos deve isso!!!!
Hello!!!! É só investirem “grana”, para a pesquisa, que a informação aparecerá!
- Não acredito que após 500 anos de descobrimento ainda não descobriram o nome da nau que descobriu o Brasil???!!!

Acabo de iniciar a campanha: Quero o nome certo da nau do Cabral!

Inventemos um nome para a magnífica Nau,
até que matem a cobra e nos mostrem o pau!
Vamos lá... respondam pra mim! Brasil ou Portugal!
Qual o nome da nau de Pedro Álvares Cabral?

- O primeiro nome que sugiro é Júpiter II (sim... a nave da família Robinson  de perdidos no espaço. Já que os historiadores estão “perdidaços” no assunto, talvez... até mais do que os roteiristas de Lost.

Eu não entendo como nós e os portugueses não temos essas informações claras. Não é a toa que todos sabemos o nome das embarcações que chegaram a América do Norte, e não sabemos das que chegaram ao Brasil. Começo a entender por que nosso povo não tem memória... apenas vagas lembranças...
Perdi a paciência e tenho outras coisas para fazer... Caso haja, no recinto, algum professor de história que possa me ajudar neste momento... por favor socorra-me!Naveguei na internet e encontrei um mar de sargaços, li tanta bobagem sobre o fato que cansei de pesquisar.
São Gabriel era a nau capitânia* (há divergências entre os historiadores não é ponto pacífico sobre se esse era realmente o nome da nau). Veja detalhes das embarcações dessa época aquiCausamerita
Carlos Kurare

Nota que dá pé:
*capitânia não é o nome da nau, mas sim:
Substantivo feminino. 1. Mar. G. Em um conjunto de navios, aquele em que se acha embarcado o comandante (capitão) de uma força naval. [Cf.capitania.]

Ok... sou um incansável pesquisador: um Indiano Jonas no templo da perdição! Acabo de achar este artigo:

Um lapso histórico e suas compensações

Incerto, o nome da nau de Cabral não faz falta

"Cristóvão Colombo, qualquer colegial sabe, descobriu a América com a Santa Maria, a Pinta e a Niña. Darwin deu a volta ao mundo a bordo do Beagle. James Cook chegou à Austrália com o Endeavour e o Mayflower desembarcou peregrinos nos Estados Unidos. Agora, responda rápido: qual o nome do navio com o qual Pedro Álvares Cabral aportou no Brasil? Certo, você ignora. Diga, então, o nome de pelo menos uma das embarcações que faziam parte da esquadra cabralina. Bem, respire aliviado: não se trata de um desconhecimento indesculpável de sua parte. Com exceção dos nomes de duas naus e de uma caravela, ninguém sabe como se chamavam os navios comandados por Cabral.
Clique no link abaixo para abrir o resto da postagem!



Sabe-se, sim, que aquela era a maior esquadra até então enviada para singrar o Atlântico: dez naus, duas caravelas e uma naveta de mantimentos. Embora não se conheça o nome da nau capitânia, é certo que se chamava El Rei a nau sota-capitânia, chefiada pelo vice-comandante da armada, Sancho de Tovar. A outra cujo nome sobreviveu ao tempo é a Anunciada, capitaneada por Nuno Leitão da Cunha. Pertencente a dom Álvaro de Bragança, filho do duque de Bragança, fora equipada com os recursos de Bartolomeu Marchionni e Girolamo (ou Jerônimo) Sernige - banqueiros florentinos que viviam em Lisboa e investiam no tráfico de especiarias. As cartas que eles trocaram com seus sócios e acionistas italianos preservaram o nome do navio.

Olho do dono
Leitão chefiou a Anunciada a serviço de seus amos
Da frota de Cabral, sabe-se ainda o nome da caravela capitaneada por Pero de Ataíde, a São Pedro. A outra caravela, embora chefiada pelo notável Bartolomeu Dias, teve o nome tragado pelo tempo. A armada cabralina era completada por uma naveta de mantimentos, comandada por Gaspar de Lemos. Batizada não se sabe como, coube a ela retornar a Portugal com as notícias sobre o achamento do Brasil.

Embora seja lastimável a incúria dos homens que deveriam preservar essas informações, o sumiço do nome dos navios de Cabral talvez tenha tido um lado bom: milhões de estudantes brasileiros escaparam da penosa obrigação de decorá-los...
Furo duvidoso
Baseado em documento incompleto que encontrou na Torre do Tombo, Francisco Adolfo de Varnhagen, o "pai-fundador" da historiografia brasileira, identificou cinco das dez naus que compunham a frota cabralina. Seriam elas Santa Cruz, Flor de la Mar, Vitória, Espera e Espírito Santo. Como a fonte citada por Varnhagen nunca foi reencontrada, a maioria dos historiadores prefere não adotar os nomes por ele listados. A frota, assim, segue quase "anônima".
Façanha improvável
Outros historiadores do século XIX afirmaram que a nau capitânia, chefiada por Cabral, era a lendária São Gabriel - utilizada, três anos antes, por Vasco da Gama na histórica viagem em que se descobriu o caminho marítimo para a Índia. Faltam documentos para comprovar a tese. E, se Cabral de fato tivesse viajado naquela embarcação, os cronistas do reino certamente teriam alardeado fato tão extraordinário. Nenhum o fez. Menos mal: um nome a menos para decorar."
Eduardo Bueno - Época epoca.globo.com/

Corsário - Zizi Possi - Composição: João Bosco e Aldir Blanc


Corsário
Composição : João Bosco / Aldir Blanc

Meu coração tropical está coberto de neve,
mas ferve em seu cofre gelado,
a voz vibra e a mão escreve mar
bendita lâmina grave que fere a parede e traz
as febres loucas e breves que mancham o silêncio e o cais.

Roseirais, nova Granada de Espanha,
por você eu, teu corsário preso,
vou partir a geleira azul da solidão e buscar a mão do mar
me arrastar até o mar, procurar o mar.

Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
meu coração tropical partirá esse gelo e irá
como as garrafas de náufrago e as rosas partindo o ar
nova Granada de Espanha e as rosas partindo o ar.

Vou partir a geleira azul da solidão e buscar a mão do mar
me arrastar até o mar, procurar o mar.

Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
meu coração tropical partirá esse gelo e irá
como as garrafas de náufrago e as rosas partindo o ar
nova Granada de Espanha e as rosas partindo o ar.

Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
meu coração tropical partirá esse gelo e irá.

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