terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Só sei que nada sei." Sócrates


Aprendi que para lavar minhas nádegas, preciso tanto da minha mão direita, quanto da minha mão esquerda e, aprendi também, 
que ambas se sujam nesse processo.

Carlos Kurare

Vi o vídeo Gota d’água e li alguns artigos jornalísticos sobre Belo Monte. Não tenho todas as respostas, mas aprendi desde cedo a buscar informações e penso que todos devam fazer o mesmo antes de tomar partido sobre algo. Buscar dados, informações de fontes confiáveis e, acima de tudo, ter cuidado com a manipulação que uma bela história e belas imagens podem trazer.

A maioria das pessoas está é tentando é sobreviver, ganhar seu pão de cada dia. Poucos são os isentos. Sempre há interesses nos ar.
Bem... li muita bobagem e muita coisa boa que me levou a uma reflexão: um cérebro mais atento vê muitas lacunas nesse assunto. Percebo que na maioria das vezes se faz necessário diante de certos assuntos: informação, atenção, reflexão e bom senso!

Li e vi falarem de alternativas energéticas que ainda não são viáveis para curto prazo, sejam elas do ponto de vista econômico, ou do tecnológico.
Mas alguns profetas falam de uma tecnologia que ainda engatinha, como se elas fossem soluções imediatas. Talvez o sejam com o tempo. A China, por exemplo, é hoje a maior fornecedora mundial de equipamentos para aproveitamento de energia solar. Eles têm investido muito neste segmento, mas obviamente isso é apenas um paliativo ainda. Por isso constroem a maior hidrelétrica do mundo. Li até a bobagem de que hidrelétrica é um processo sujo. Caramba! Eu me pergunto o que então é limpo e funciona? O que pode substituir efetivamente a energia hidroelétrica? A nuclear a de carvão, a de gás? A energia eólica e a Solar ainda estão na infância. E não funcionam em todo lugar.

Eu, particularmente, vou devagar com o andor, pois sei que o santo é de barro. Melhor ir devagar do que vagar no limbo.
Bem... Quem souber mais dessa história da Belo Monte que me conte!
E por favor, nem tanto ao mar nem tanto a terra, pois eu vivo com a galera, na Galera! E o mar não tá pra peixe!
Quero informação e não paixão.
Quero provocação!
Espero ter provocado em você a curiosidade de analisar os dois lados da questão.

Eu tomo sempre cuidado com homens de um só livro! Tome você também!
A meu ver, só há uma maneira de resolvermos o problema físico do planeta: é parar de nos reproduzirmos como vírus. Mas sei que isso não interessa aos políticos, aos governantes, as empresas, as religiões e as pessoas comuns.
Já que a mensagem genética de deixarmos nossos genes é inexorável. Que o façamos com mais parcimônia.

É a Gota D' Água +10 \Drop of Water + 10


Brasilianas.org - Usina de Belo Monte


Brasilianas.org sobre a Usina de Belo Monte
Enviado por luisnassif, qui, 17/11/2011 - 08:19
Os bordões sobre Belomonte

Um pouco antes da divulgação desse vídeo com atores globais especializados em energia, conversei com algumas colegas jornalistas sobre Belo Monte.

Elas tinham um nível de indagação similar ao exposto no vídeo. Sinal de que a campanha contra Belo Monte fixou-se em alguns pontos focais, de fácil assimilação e de fácil espraiamento pelas redes sociais. Ou seja, um marketing profissional.

Uma das questões paradoxais é o fato da usina receber - do mesmo grupo - dois tipos de críticas distintas e opostas:

A usina desrespeita totalmente o meio ambiente e os direitos dos índios.

A usina não é eficiente, por só aproveitar parte do potencial do rio.

Ora, há duas maneiras de se construir uma usina. Se se basear exclusivamente no critério de eficiência, teria que dispor de um lago enorme, alagando regiões amplas. Optou-se por um sistema energeticamente menos eficiente - o de geração de energia em cima da correnteza do rio - justamente para privilegiar questões ambientais. Ou seja, a usina não é 100% eficiente em respeito a questões ambientais.

Mas não se informa sobre esse ponto.

Não foi apenas o único preço pago em respeito ao meio ambiente. Pelo menos R$ 1 bilhão a mais foi investido para remanejamento de aldeia com poucos índios. Há um conjunto enorme de contrapartidas, assinadas em contrato e sob fiscalização das autoridades e das população locais.

A maneira como a campanha foi montada desinforma. Critica genericamente a usina, como se não houvesse nenhuma contrapartida. Não há uma crítica objetiva à qualidade ou suposta ineficiência das contrapartidas.

Depois, criam-se mitos, como o da energia eólica substituindo completamente as novas usinas hidrelétricas. Não se mostram as limitações de custo, de instalação, os problemas ambientais embutidos nela. Não se analisa a matriz energética, para avaliar a viabilidade ou não de se abrir mão das usinas amazônicas.

Longe de mim duvidar das boas intenções ambientalistas dos globais - diretamente proporcionais ao seu baixo nível de informação, inclusive para formular a crítica técnica contra Belo Monte. Mas a massificação de bordões através de personagens de largo alcance popular me soa mal. É profissional, tão profissional quanto consegue ser uma campanha publicitária bem planejada.
Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/brasilianasorg-sobre-a-usina-de-belo-monte?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

3 comentários:

Anônimo disse...

"Sabe aquela sensação que você tem de se arrepender de alguma coisa que você não fez?
Que a gente diz que não se arrepende, mas depois a gente se arrepende?"
(É a Gota D' Água +10 \Drop of Water + 10)

Informação gera ação?
Ou seria necessário um tipo de "Educação" que produz "motivação"?
Educar o olhar, o avaliar, o "mudar".
Sabe, não raro, vejo pessoas preocuparem-se com questões macro-abrangentes,
que "engolem o camelo, mas coam os mosquitos".
Vejo a questão do "disperdício" ser cada vez mais minimizada.
Não seria oportuno e relevante incentivarmos "o trabalho de formiguinha",
capaz de, com pequenas atitudes, provocarem grandes mudanças?
Ah, mas isso requer coragem para mudar e muita, mais muita sensibilidade mesmo.

É meu amigo...pode ser a gota d'água!

http://www.youtube.com/watch?v=cUSXdx05Yeo


Gota d'água (Chico Buarque)

Já lhe dei meu corpo, minha alegria

Já estanquei meu sangue quando fervia

Olha a voz que me resta

Olha a veia que salta

Olha a gota que falta pro desfecho da festa

Por favor

Deixe em paz meu coração

Que ele é um pote até aqui de mágoa

E qualquer desatenção, faça não

Pode ser a gota d'água

Deixe em paz meu coração

Que ele é um pote até aqui de mágoa

E qualquer desatenção, faça não

Pode ser a gota d'água

Já lhe dei meu corpo, minha alegria

Já estanquei meu sangue quando fervia

Olha a voz que me resta

Olha a veia que salta

Olha a gota que falta pro desfecho da festa

Por favor

Deixe em paz meu coração

Que ele é um pote até aqui de mágoa

E qualquer desatenção, faça não

Pode ser a gota d'água

Pode ser a gota d'água


Já que não é possível "um café filosófico",
quem sabe o seja "uma filosofia de frigideira"?

"Dá para fazer uma omelete sem quebrar os ovos?"

Por falar em omelete...
É uma omelete, ou um omelete?
Para quem gosta tanto de informações,
é um bom tema para pesquisar, não acha?

Beijo,
Lina Maria.

Anônimo disse...

Ver os dois lados da questão tem sim me deixado muito preocupada.
Muitos cuidados,muitas desconfianças,muitos alertas...
Tudo isso sinaliza o quê?
Que, no mínimo, há algo de questionável em todo este processo.
O retrocesso neste estágio faz-se mister.
A gota d'água caiu mesmo, não foi?
Ah, que saibam que não fui eu quem a deixou cair.
Abraço,
Lina Maria.

Anônimo disse...

Oi, Carlos!

Não costumo fazer isso: corrigir as pessoas.
Contudo, li o pedido na página inicial
do seu blog para que enviássemos as devidas
correções.
Sendo assim...
A frase inicial desta postagem possui um erro.
O nome Sócrates é uma palavra proparoxítona,
ou seja,deve sempre ser acentuada na sílaba em questão.
Aproveito a oportunidade para te pedir
para fazer o mesmo com os possíveis erros
dos meus comentários.
Acontece que, não raro, não conseguimos
enxergar os "erros" que cometemos,por isso
precisamos do olhar do "outro" para clarear as coisas.
Um beijo,
Lina Maria

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