quinta-feira, 14 de junho de 2012

Por quem os sinos dobram?

Depois de aprender esse truque, consegui dobrar uma camiseta em 43 segundos e dois décimos, antes eu levava 2 minutos, vinte e três segundos e 4 décimos! Depois me conta quanto tempo você levou para dobrar a sua?
Carlos Kurare

Dobre camisetas em 5 segundos ou mais dependendo de sua coordenação motora.

6 comentários:

Lina Maria disse...

Carlos e suas recorrentes associações atípicas...rsrsrsr
O tema retomando um livro, bem como a letra de uma música de
Raul Seixas; a luz no desenho de suas mãos; a dobradura
facilitando uma ação...rsrsrsrsrs
Mistérios "kurarianos" na madrugada junina...rsrsrsrsrsr

"Livro - Por Quem Os Sinos Dobram?
Esta comovente história, cujo pano de fundo é a Guerra Civil Espanhola, narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. Hemingway conseguiu que seus leitores sentissem que o ocorrido no país ibérico em 1937 era apenas um aspecto da crise do mundo moderno. A obra foi eternizada no cinema numa produção norte-americana, dirigida por Sam Wood, com Gary Cooper e Ingrid Bergman nos papéis principais. A trama gira em torno de Robert Jordan (Gary Cooper), o americano integrante das Brigadas Internacionais, que luta ao lado do governo democrático e republicano, recebendo a missão de dinamitar uma ponte. Com ele está um grupo de guerrilheiros/ciganos integrado por Pilar (Katina Paxinou, que recebeu Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), mulher com extraordinária força de vontade, o perigoso Pablo (Akim Tamiroff) e a bela Maria (Ingrid Bergman). A relação entre Robert e Maria acabou por se tornar uma das mais inesquecíveis histórias de amor da literatura moderna e do cinema. Hemingway começou a escrever o livro em 1939, em Cuba, onde morava. Publicado em 1940, foi sucesso de crítica e público. Por razões políticas, no entanto, deixou de receber o Pullitzer, prestigiado prêmio literário dos EUA, apesar de eleito por unanimidade pelos jurados."

"Por Quem Os Sinos Dobram"
Raul Seixas

"Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais."

Poderia resumir tudo isso da seguinte forma:
"Cada um tem a blusa que merece dobrar." kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Você é muito doido, sabia?
E eu amo isso!!!!!!
Beijos,
Lina Maria

Carlos Kurare disse...

Lina...
Sim eu sei que sou meio doido! O que me surpreende é existirem leitores de todas as idades que lêem meu blog e se divertem com ele. Algumas vezes, as sutilezas que escrevo passam despercebidas. Tenho leitores de várias faixas etárias, vão da adolescência a obsolescência, eu próprio me enquadro neste último item! ?:op Fico feliz ao perceber que tantos olhos atentos enxergam a profundidade de minhas águas rasas. Não tenho tempo mais para ser mar, portanto, esforço-me para ser lago, mas turvo minhas águas o máximo que posso, para dar a ideia de ser profundo (Nietzsche). Se tenho que ser lago, que seja um Loch Ness, com direito a Monstro!
Aos que não mergulharem nas profundezas deste lago, desejo que se divirtam com a paisagem e a superfície do lago.
Aos mergulhadores de grandes profundidades, sugiro que tirem a máscara para verem o mito.
Parabéns pela visão arguta. Um abraço!

Lina Maria disse...

Oi, "monstrinho" querido!!!! rsrsrsr
Sua "monstrinha fâ", abusada e intrometida, amou seu "MANIFESTO".
Que dia é mesmo hoje?
Finalmente, escrevo algo capaz de mover suas garras escorregadias! rsrsr
Concordo plenamente com tudo o que você escreveu, foi uma bela descrição de sua atuação no seu blog...Contudo, possuo apenas uma consideração a respeito:
Aos que se atrevem ao mergulho, independente da profundidade e da visibilidade,
limpe sua máscara o suficiente, afinal, o anfitrião prepara o banquete e deseja
que os convidados saboreiem o alimento...ou não...rsrsrs
Sua manifestação lembrou-me uma controversa cantora...Lady Gaga

"Está na teoria de percepção que nós estabelecemos o nosso laço..." Manifesto de Little monsters-Lady Gaga
http://www.youtube.com/watch?v=xQyAYdi5vW0

Enquanto isso, prossigo "à beira com você!"
http://www.youtube.com/watch?v=j7IyxcbtKJk

Abraços, querido!

Lina Maria disse...

Sobre monstros, mitos e...poetas, veja que lindo poema de Alphonsus de Guimaraens Filho:

"O Poeta e o Poema"

"Nenhum poema se faz de matéria abstrata.
É a carne, e seus suplícios,
ternuras,
alegrias,
é a carne, é o que ilumina a carne, a essência,
o luminoso e o opaco do poema.

Nenhum poema. Nenhum pode nascer do inexistente.
A vida é mais real que a realidade.
E em seus contrastes e seqüelas, funda
um reino onde pervagam
não a agonia de um, não o alvoroço
de outro,
mas o assombro de todos num caminho
estranho
como infinito corredor que ecoa
passos idos (de agora,
e de ontem e de sempre),
passos,
risos e choros — num reino
que nada tem de utópico, antes
mais duro do que rocha,
mais duro do que rocha da esperança
(do desespero?),
mais duro do que a nossa frágil carne,
nossa atônita alma,
— duros pesar de seu destino, duros
pesar de serem só a hora do sonho,
do sofrimento,
de indizível espanto,
e por fim um silêncio que arrepia
a epiderme do acaso:
E por fim um silêncio... Nenhum poema
se tece de irreais tormentos. Sempre
o que o verso contém é um fluir de sangue
no coração da vida,
no pobre coração da vida, aqui
paralisado, além
nascente no seu ímpeto de febre,
no coração da vida,
no coração da vida,
(da morte?)
e um frio antigo, e as bocas
cerradas, olhos cegos,
canto urdido de cantos sufocados,
e uma avenida longa, longa, longa,
e a noite,
e a noite,
e, talvez, um sublime amanhecer.

(...)

Não há poema isento.
Há é o homem.
Há é o homem e o poema.
Fundidos."

"...Nenhum poema
se tece de irreais tormentos. Sempre
o que o verso contém é um fluir de sangue
no coração da vida,.../
...Não há poema isento.
Há é o homem.
Há é o homem e o poema.
Fundidos."
http://www.jornaldepoesia.jor.br/a2guimaraens.html
Abraços!

Silvana Bacana disse...

Gente, que maravilha poder ler Carlos Kurare + Lina Maria, estão esplêndidos em suas
palavras. Parabéns a ambos.

Lina Maria disse...

Silvana, bom saber que meus pensamentos provocam reações deste tipo.
Um abraço afetuoso.
Lina Maria

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