Rascunho...


Você rabisca? Eu arrisco!
E em cada risco eu cunho
Uma parca palavra: Vicissitude!
Não sou original, nem minimalista.
Sou simplesmente... rascunho

Carlos Kurare

9/8/2010 13:31 – sampa


Tatuagem (Chico Buarque) - Elis Regina



ZÉ RAMALHO CHÃO DE GIZ

Comentários

Lina Maria disse…
Postagem de hoje:

uma mulher com as "marcas" do tempo a olhar um tempo que não voltará mais;
um poema, uma tentativa de escrita,traduzida sob a forma de rascunhos...vicissitudes...
desejo de mudança... ;
a luta entre a emoção,retratada pela vontade de marcar como uma indelével tatuagem e razão, representada pela negação ao sofrimento.

Já que entrei numa de dissecar rascunhos (rs), fui cavar o significado desta bela música do Zé e olhe o que encontrei..., poeta.

"O Zé teve, em sua juventude, um caso duradouro com uma mulher casada, bem mais velha, da alta sociedade de João Pessoa, na Paraíba. Ambos se conheceram num Carnaval.
Ele se apaixonou perdidamente por esta mulher, só que ela era casada com uma pessoa influente da sociedade, e nunca iria largar toda aquela vida por um "garoto pé rapado" que ela apenas "usava" para transar gostoso.
Assim, o caso, que tomava proporções grandes, foi terminado. o Zé ficou arrasado por meses, e chegou a mudar de bairro, pois morava próximo a ela. E, nesse período de sofrimento, compôs a canção. Conhecendo a história, você consegue perceber a explicação para cada frase da música, que passo a transcrever:
"Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz"
Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz também indica a fugacidade do relacionamento, facilmente apagável (mas não para ele...)..."

Obs: Não deixe de ler a análise da música na íntegra, pois é muito interessante.
http://umserassim.blogspot.com.br/2008/10/cho-de-giz.html

Não sei se viajei, mas sei que amei a viagem...rs
Bjs


Carlos Kurare disse…
Lina,

Obrigado pela dica Fui, vi e "LI na" página do blog que me indicou e adorei. Em meus textos há muita coisa, assim meio subliminar. É gostoso descobrir o que o autor disse nas entrelinhas.
Bjo!

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