sábado, 19 de junho de 2010

Afinidade...



AFINIDADE
Artur da Távola

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.

Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.

A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.

Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?

A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.

Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.

Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
Artur da Távola



 http://www.culturalivre.net/wp-content/uploads/2007/08/quem-namora2.jpg

Documentário: Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 1 de 6 (Dublado em Portugues)


Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 1 de 6 (Dublado em Portugues)


Episódio 1 - Os Limites do Oceano Cósmico - O 1° capítulo da série Cosmos. Partindo dos limites do grande oceano espacial, Carl Sagan embarca numa imensa viagem cósmica que começa a 8 bilhões de anos-luz da Terra. A bordo da nave espacial da sua imaginação, ele transporta-nos às maravilhas do Cosmos: quasares, galáxias em espiral, nebulosas, supernovas e pulsares. Deslizamos então para lá de Plutão, dos anéis de Urano, do majestoso sistema de saturno, e da luminosidade do lado noturno de Júpiter. Penetrando nas nuvens da Terra, encontramo-nos no Egito, onde Eratóstenes pela primeira vez mediu a Terra. O Dr. Sagan mostra-nos como isso foi feito.

Documentário
Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 1 de 6
Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 2 de 6
Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 3 de 6
Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 4 de 6
Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 5 de 6
Cosmos - As Margens do Oceano Cosmico - Parte 6 de 6

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Por favor! Meu dia, com bastante humor!

FRASE DO DIA
Se você é feio, pobre, burro, e mesmo assim tem um monte de mulher dando em cima de você, só tem uma explicação: Você mora embaixo de um prostíbulo.



VALOR DO CONHECIMENTO...
O Quim, o Zé e o Joca trabalhavam numa obra. De repente, o Quim caiu do 15º andar e morreu.
O Zé disse:
- Um de nós tem que avisar a mulher dele...
Ao que o Joca respondeu:
- Eu sou bastante bom nessas coisas, eu vou!
Passada uma hora, o Joca estava de volta, com um engradado de cerveja.
O Zé perguntou:
- Onde arranjou isso?
- Foi a viúva do Quim que me deu.
- Como é? Você diz que o marido dela morreu e ela te dá uma caixa de cerveja?
- Não foi bem assim. Quando ela abriu a porta, eu disse:
- Você deve ser a viúva do Quim.
Ela respondeu:
- Não, eu não sou viúva!
E eu disse:
- Quer apostar um engradado de cerveja comigo?


ESTATÍSTICA DO DIA

Estudo revela que depois de fazer amor, 10% dos homens voltam-se para o lado direito, 10% para o lado esquerdo e os outros 80% voltam para casa!'

As Olívias - Muita Coisa na Cabeça (com Rafinha Bastos) [Captions: Eng/Port]

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O novo... aperta-me com um sapato virgem!


“...a mão sempre a espada, e noutra a pena” Luís de Camões

Eu tenho pena de quem apóia seus pés sobre a a turfa do passado, eu tenho dó de quem apóia seus pés sobre a areia-movediça do futuro, Eu procuro apoiar meus pés sobre ambos. Como um urso solitário, na imensidão do ártico. Pulando de bloco em bloco de gelo.
Tento vencer minhas “neuras”, tento aceitar o novo, não é fácil, pois o velho é confortável. O novo... aperta-me com um sapato virgem! Mas eu o uso! Na esperança de amoldar-nos.

Só espero que o novo olhe para minhas cicatrizes e aprenda com elas, e veja que beber água velha, pode ser o paradoxo da eternidade. Pois ser eterno é transmitir nossos conhecimentos e nossos genes. O resto é pura eternidade dogmática e incerta, já que seus fundamentos são geralmente sedimentados em fundações de sal.
Sampa - 17/6/2010 10:52
Carlos Kurare


Coldplay (Vive la Vida) Letra aqui


Mercedes Sosa - Gracias a La Vida - letra com tradução

Caravela da Saudade



Caravela da Saudade
José de Portugal
I
Caravela da Saudade
Quando no mar navegava
Nas suas velas bem alvas
A cruz de cristo brilhava

II
Nasceu de um pequeno país
Que o mundo respeitou
E em todo o universo
A lei de cristo implantou

III
Hoje que o mundo mudou
Ao lermos a sua história
Vemos como é Portugal
País cheio de glórias

IV
Bendito seja o céu
Que nos dá a esperança
Salve, pois Portugal
Terra de paz e bonança

V
Hoje os povos são diferentes
Cheios de inveja e malvadez
Eles difamam Portugal
Pois invejam o que ele fez



José de Portugal. Meu pai.
Fez até o 4º ano primário em Portugal. Trabalhou muito e estudou pouco.
Sempre me dizia para estudar!
É casado com minha mãe desde 20 de setembro de 1952, ou seja, há 57 anos.
Levou-me algumas vezes ao cinema, e o primeiro livro que me comprou foi Papillon. Li esse livro como um lobo faminto devora sua presa. Nunca me esqueço do prazer que tive ao ler Papillon, acho que as aulas de tenacidade que aprendi nesse livro me acompanham até hoje.
Hoje meu pai com os seus 83 anos, navega em caravelas virtuais, no oceano que é a internet. Ensinei-o a usar o Google earth! Tem seu próprio computador é viciado em paciência e sueca.
Ele fez a poesia acima há, aproximadamente, 40 anos. Não sabia que ele escrevia agora que estou vivendo com eles após 24 anos de ausência é que estou descobrindo coisas.
O poema foi escrito para um programa de TV. Era um programa de auditório, que existia naquela época, na antiga TV tupi, chamava-se Caravela da Saudade. Uma vez ganhei um pacote de bolachas de uma das cantoras do programa. Ela disse, delineando um largo, e quente sorriso em sua boca: que menino lindo! E me deu um pacote de bolachas! Adorei tudo aquilo, o lindo sorriso, o pacote de bolachas. Para um garoto de periferia pobre de Pão Paulo, estar naquele auditório era um momento mágico.
Nunca vi meu pai ler um livro. Mas nunca se recusou a comprá-los, e olha que o dinheiro era escasso para coisas supérfluas. Pra quem tomou banho de bacia, pegou água de poço, não tinha geladeira, e o banheiro ficava no fundo do quintal. Livros sempre foram um luxo pra lá de supérfluo. Isso até os meus 14 anos. Nessa idade parei de ajudá-lo, em sua humilde sapataria, e fui ganhar a vida e manter os meus vícios: livros, HQ, cinema, essas drogas típicas de adolescentes.
Meus pais fizeram o melhor que podiam fazer, diante das circunstâncias, diante das adversidades que a vida lhes ofereceu.
A grande verdade é que sem a educação que recebi de meus pais. Eu não seria metade do homem que sou!
Obrigado... Pai! Obrigado Mãe!
Sampa - 16/6/2010 12:53
Carlos Kurare


Toda lagarta é uma borboleta em potencial!
Carlos Kurare



Verde Vinho - Paulo Alexandre - letra 


Como É Linda a Minha Aldeia - Roberto Leal - Comp.: R. Leal e Márcia Lúcia

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sobre a mentira e crianças.


Cinco tipos de mentira? Esse cara nunca entrou num site de relacinamentos!
Carlos Kurare

SOBRE A MENTIRA

Nelson S. Lima

1.É muito frequente as crianças mentirem?
Nelson S. Lima: Podemos acreditar que sim. Mentem. Tal como mentem os adultos. A mentira pode ser entendida como uma táctica ou como uma estratégia. Como táctica faz parte do "jogo social" e a mentira aparece inserida em imprecisões, omissões, alterações nos conteúdos da comunicação e ocultação. Como estratégia é algo mais elaborado, intencional e visa o médio e o longo prazo. Esta é mais própria dos adultos e nem sempre é isenta de riscos para ambas as partes (quem mente e quem é vítima da mentira).

2.Trata-se de um comportamento mais comum em que idades?
A mentira nas crianças é mais uma táctica usada como um jogo defensivo dos seus interesses, seja por medo, vergonha ou simplesmente aplicação do logro. Aparece por volta dos 4-5 anos de idade. O logro é comum em muitos outros animais e parece pois ser instintivo e ligado à sobrevivência. Nos humanos pode atingir proporções perigosas.

3.Acontece, geralmente, numa altura em que as crianças já são capazes de distinguir a diferença entre Verdade e Mentira?
Sim, quando já têm perfeita consciência de si mesmas e do que as separa dos outros, incluindo os interesses próprios e os alheios. A criança percebe que a mentira pode protegê-la de castigos, de chamadas de atenção incómodas. A mentira é inicialmente uma táctica de ocultação e só depois evolui para níveis mais elaborados e criativos.

4.A mentira é, habitualmente, utilizada com que intuito?
Defensivo. Mas também pode surgir como forma de ludibriar os outros para atingir benefícios. Desenvolve-se nas brincadeiras entre as crianças onde a mentira nasce muitas vezes do "faz de conta" e da fantasia. Veja-se que as vestes carnavalescas não deixam de ser, na sua essência, uma forma de enganar os outros por puro divertimento. É um patamar anterior à mentira: o logro, o ardil.

5.Quais as principais razões? (Chamar a atenção? Receio de alguma consequência de algo que tenha cometido? Medo dos pais? Necessidade de transmitir uma imagem melhor?...)
De tudo um pouco conforme as situações e as circunstâncias mas sempre dependente da personalidade, da educação, do carácter da criança. O medo pode levar uma criança a refugiar-se em qualquer forma de mentira pois sente-se protegida. Mas a criança também pode fantasiar (mentindo) para chamar atenção e obter benefícios afectivos.

6.O facto de a criança recorrer a mentiras pode reflectir um comportamento que lhes é “familiar”? (Podem fazê-lo por imitação?)
Se ela viver num clima onde a mentira é de uso corrente ela aprende por pura imitação. E torna-se mentirosa. As consequências podem ser desastrosas na adolescência e na vida adulta.

7.A criança tem sempre consciência do que está a fazer? Ou, a mentira pode inocentemente ser fruto da sua imaginação?
Tem consciência mas nem sempre percebe o problema sob o ponto de vista da ética e da moral. Inicialmente, ela pode mentir apenas porque está a fantasiar. Afinal, o mundo mente-lhe. Veja uma mentira: o sol não anda à volta da Terra. A verdade está oculta por fenómenos físicos e astronómicos que ludibriam o nosso cérebro. Repare também nesta situação corrente: quando a criança tem medo do escuro ela imagina "papões" que não existem. Então algo está a mentir-lhe. Mas é ela que cria a própria mentira que é ver "monstros" onde eles não existem.

8.Quem são as maiores vítimas das suas mentiras? Os pais? Os amigos e professores?
A primeira vítima é o mentiroso pois enganando os outros está a entrar em "conflicto" consigo mesmo pois ele sabe a verdade e procura alterá-la, fazendo-o viver em contradição. E isso pode ser bastante incómodo. É essa incomodidade que muitas vezes vai fazê-lo revelar a verdade involuntariamente. Os processos cerebrais da informação são postos em choque com a verdade. O conflito torna-se neurológico e mental. Por isso, viver na mentira é desgastante, física e psicologicamente.

9.Também acontece serem os próprios pais a incitar a criança a mentir?
Sem dúvida. Isso acontece quando os pais vivem num ambiente de mentiras, ocultações e contradições. As crianças percebem desde cedo que em tudo há mentiras. Quando ouvem a mãe ou o pai mandarem dizer que "não estão" para, por exemplo, não terem de atender alguém inoportuno. Basta esse tipo de jogos para elas descobrirem que a mentira faz parte das tácticas sociais de sobrevivência e de oportunismo.

10.Este tipo de comportamento por parte das crianças acontece com maior frequência quando têm pais repressivos?
Quando os pais são autoritários e repressivos as crianças sentem-se impelidas a mentir para se defenderem de castigos. É uma das consequências nefastas do excesso de autoridade e da falta de diálogo e de abertura. Acredito que os pais autoritários são tendencialmente os mais mentirosos.

11.Pode ser um ciclo vicioso?
Torna-se num ciclo vicioso. Mente-se para sobreviver; sobrevive-se melhor mentindo sempre que seja necessário. É o raciocínio lógico de um comportamento automático.

12.Os vários tipos de mentira podem ser classificados? (Ou uma mentira é sempre uma mentira não havendo qualquer tipo de justificação para o facto?)
Há, pelo menos, cinco tipos de mentira e vários graus. Uma é a mentira fruto da fantasia infantil. Outra é o logro (o jogo de ludibriar) para obter benefícios imediatos. Outra é a mentira que se torna crime (fraude, etc.) e que obedece, por vezes, a uma pormenorizada planificação (mais própria dos adultos e do crime organizado). Há também a mentira política que faz parte do marketing eleitoral e do jogo da persuasão e, finalmente, a mentira comercial que tantas vezes usa a publicidade como veículo de arremesso.

13.Como devem os pais ou educadores da criança reagir ao “apanharem-na” a mentir?
É uma boa oportunidade não para lições de moral mas para todos os intervenientes pensarem porque a mentira aconteceu.

14.Devem os pais falar com os filhos abertamente sobre os aspectos negativos da mentira?
Sim, desde que tenham autoridade moral para o fazer. Se as crianças "apanham" mentiras aos próprios pais como podem eles reclamar e dar lições sobre os malefícios da mentira?

15.Tem alguma sugestão que os pais possam colocar em prática e que sirva de incentivo aos filhos a habituarem-se a dizer sempre a verdade?
Para começar, os pais devem apostar no exercício da honestidade e da franqueza. Sem medo. As crianças aprendem por imitação. Assim, se os pais forem pessoas honestas e francas não precisam preocupar-se com o problema. Mas, muitas vezes, os filhos aprendem com os outros a mentir descaradamente. Aí, os pais honestos estarão à vontade para escolherem a forma mais adequada para desincentivarem a mentira como recurso.

16.Como devem os pais fazer valer a opinião de que mentir não é solução? Como fazer as crianças perceber o erro?
Os pais podem contar histórias ou relatar casos da vida em que a mentira resultou em problemas. Nos casos reais encontram-se os melhores exemplos para as lições sobre a arte de viver.

17.Este tipo de comportamento já reflecte alguns traços de personalidade da criança que venham a ser determinantes enquanto adulto?
Sem dúvida. Há muitos factores que predispõem as crianças para mentirem com mais ou menos frequência e gravidade. E depois há ainda quer o ambiente familiar quer o meio envolvente (os amigos, os conhecidos, a vizinhança, os filmes, etc.) que podem acelerar e aprofundar o problema.

18.Alguma coisa relevante que queira acrescentar?
Há, hoje em dia, muitos jogos electrónicos em que a mentira, embora disfarçada, faz parte das tácticas. É importante que os pais levem isso em consideração e se informem sobre os conteúdos desses jogos. Alguns podem ser uma verdadeira escola de mentira pois o jogo é, ele próprio, um produto da fantasia e da pura invenção. E podem incentivar o uso da mentira para as melhores jogadas. Há que reflectir sobre isso.

Entrevista publicada na revista HAPPY WOMAN (Maio 2010). Jornalista Mafalda Galambas



Capital humano? E o psicológico?

Nelson S. Lima

O tão badalado e reconhecido capital humano só tem validade se se levar em consideração e valorizar o capital intelectual e o capital psicológico.


Infelizmente, tem-se dado importância ao conhecimento (daí o valor do capital intelectual das organizações) sem se levar em conta que este de nada serve se o colaborador se sentir desmotivado, inseguro e infeliz no emprego. Ele pode ser o mais genial dos executivos ou o mais eficiente trabalhador da fábrica mas aquilo que irá disponibilizar ou inibir o seu capital de saber e experiência será o seu estado emocional, ou seja, se psicologicamente estiver entusiasmado, motivado, otimista e feliz com o seu emprego, seus patrões e o ambiente humano que vigore em sua equipa.


Não se entusiasmem muito as organizações por recrutarem os melhores talentos! Isso de nada vale se esses talentos não estiverem felizes, não se sentirem livres para pensar, criar e decidir, não se sentirem reconhecidos.


Muitos fracassos empresariais não decorrem da falta de clientes (de mercado) ou da falta de recursos materiais mas sim da falta de IDEIAS, ENERGIA PSICOLÓGICA, ESPÍRITO DE EQUIPA, VONTADE DE VENCER, CONFIANÇA NO FUTURO e muito mais.


O mundo está em transformação mas as pessoas também. Elas podem estar num emprego por falta de alternativas mesmo sofrendo maus ambientes; mas tão pronto encontrem uma empresa que lhes ofereça um ambiente estimulante de trabalho elas vão embora. A coisa pode ficar preta se ela for para uma empresa concorrente pois levará seus conhecimentos e informações que poderão prejudicar a empresa que a deixou escapar por falta de uma psicologia positiva em seu trabalho anterior.


Que se cuidem as empresas pois as pessoas estarão cada vez menos dispostas a aceitarem administradores obtusos, idiotas, ignorantes e insensíveis. E há muitos dessa raça mesmo que em seus gabinetes exibam orgulhosamente bonitos diplomas de liderança!

Nelson S. Lima

Consultor de Psicologia. Neuropsicólogo. Doutorado em Investigação. Membro da Association for Psychological Science. Presidente do Instituto da Inteligência (Portugal) e Managing Director de Future Intelligence Management (Inglaterra). Representante da revista NEUROCIENCIA & NEGÓCIOS e de Zigma Consulting Group (América Latina) na União Europeia. Colunista de IDADE MAIOR (Portugal). Formador do Institute for International Research. Colaborador da revista EXECUTIVA XXI (Angola). Analista de Projectos da REDDO (Brasil) na Europa. Membro da SETTI.


Pega na mentira - Sany & Jr. - Composição Erasmo Carlos

terça-feira, 15 de junho de 2010

Curto e grosso!



Curto e grosso!

Que fique registrado: grosso no sentido de denso, compacto, espesso e não no sentido de áspero!

1- Minha artrite em virtude do intenso frio que tem feito em Sampa me pegou de jeito. Há mais de um mês sofro com dor no Cotovelo (se fizer gozação saiba que sei retaliar), e nas mãos que, aliás, suplicam por redenção!
As postagens continuarão, mas escrever no teclado tem sido um suplício. Relaxe leitor, para quem já ficou meses preso a uma cama com dores lancinantes, esta eu tiro de letra. Talvez as postagens fiquem sem textos meus por algum tempo.

2 – Obrigado a todos os leitores, e aos amigos pela compreensão e acima de tudo pela atenção e pelo apoio.


Carlos Kurare

Eita! Artrite! Lá se vai...mais uma penca de candidatas!

Pobre Menina - Leno e Lilian (Jovem Guarda)

Sawabona!

Sawabona é um cumprimento usado no Sul da África e quer dizer: "Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante prá mim." Em resposta, as pessoas dizem Shikoba que é: "Então eu existo prá você."
Texto de Flávio Gikovate, Médico Psicanalista.

Sawabona - Flávio Gikovate, Médico Psicanalista

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"Sed fugit interea fugit irreparabile tempus"
"Mas ele foge: irreversivelmente o tempo foge"
Virgílio- Poeta romano

Dieta dos pontos! Essa eu garanto!


Dieta dos pontos! Essa eu garanto!


Funcionou com a minha mulher!!!
Haroldo

A frase acima é do meu amigo Haroldo. Ele já se comprometeu a escrever uma coluna no blog sobre o tema como dar sumiço a pesos inconvenientes. Assim que ele consiga o indulto do dia dos namorados virá participar do Chat do blog e nos cortar, digo, contar ao vivo todo o processo.
Outra dica imperdível que você vai adorar ouvir da boca dele é como eliminar manchas de sangue sem deixar vestígio algum em roupas, pisos e mobílias (essa você vai amar)!

Outro tema muito interessante, que pretendo que ele aborde, é como parar de fumar em uma única boa lição!
Sampa - 4/6/2010 11:31
Carlos Kurare

Dieta dos pontos aqui

Quanto mais ponto, mais magro você fica!

Cicatrizes - Roberta Sá - Composição: Miltinho e Paulo César Pinheiro

domingo, 13 de junho de 2010

Santo Antonio...

 Dia de Santo Antonio


Um casal foi entrevistado num programa de TV porque estavam casados há 50 anos e nunca tinham discutido. O repórter, curioso, pergunta ao homem:
- Mas vocês nunca discutiram mesmo?
- Não.
- Como é possível isso acontecer?
- Bem, quando nos casamos, a minha esposa tinha uma gatinha de estimação que amava muito. Era a criatura que ele mais amava na vida. No dia do nosso casamento, fomos para a lua-de-mel e minha esposa fez questão de levar a gatinha. Andamos, passeamos, nos divertimos e a gatinha sempre conosco, um certo dia a gatinha mordeu minha esposa. A minha esposa olhou bem para a gatinha e disse:
‘Um. ‘
Algum tempo depois a danada da gatinha mordeu minha esposa novamente. A minha esposa olhou para a gatinha e disse:
‘Dois. ‘
Na terceira vez que a gatinha mordeu, minha esposa sacou uma espingarda e deu uns cinco tiros na bichinha. Eu fiquei apavorado e perguntei:
- ‘Sua ignorante desalmada, porque é que tu fizeste uma coisa dessas mulher?’
A minha esposa olhou para mim e disse:
‘- Um.’
Depois disso, nunca mais discutimos.

Por falar em simpatia lembrei-me de uma ótima para perder peso.

 Simpatia para arranjar um marido, você pega uma papelzinho, e anota nele o nome da pessoa amada. Depois guarda com carinho, debaixo do travesseiro.
Ck

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Tudo vira bosta - Rita Lee

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A cada passo... uma brasa a menos... para o horizonte.

A vida é um caminhar em brasas... Enquanto manteres o ritmo do caminhar... não queimarás os pés.  Carlos Kurare