segunda-feira, 1 de março de 2010

Relacionamentos...


Uma vez vi um esquilinho no gramado de um parque, ele cativou-me de pronto, corri em sua direção queria vê-lo de perto. Mas ele correu e subiu numa alta árvore. Voltei no dia seguinte, no outro... Voltei semanas e semanas, pacientemente, e um dia o esquilinho acostumou-se comigo, hoje ele vem comer avelãs na minha mão. Não sei exatamente o que fiz para conquistar a confiança desse esquilo, mas, sei que sempre voltei ao parque, pois estar próximo, e vê-lo em sua simplicidade me fazia feliz... e ainda faz!
Carlos Kurare

RELACIONAMENTOS
por Arnaldo Jabor.

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:

- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou...'
- É...?!?! Não deu...?

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa...

Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama;
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel;
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador;
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível;
Tudo nós não temos!

Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...
E se o beijo bate... Se joga.
Se não bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta!

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você! E vice versa.

Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra! Afinal, você não é terapeuta.
Se ele(a) não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.

Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?

5 comentários:

Anônimo disse...

Gosto muito de visitar seu blog, viajo por meio das palavras.

bel curitiba disse...

Adaptar-se-ão a estranhos com muita facilidade
Sobre os esuilos e nós...
desde que tratados com carinho,os esquilos e as
pessoas..São animais que necessitam que se lhes conceda o máximo de tempo disponível possível, por serem animais sociais.Tais quais os humanos necessitam da nossa maior atenção.Com perseverança e com alguns agrados, se ganha a confiança de um esquilo e de um novo amigo.É por que o amor seja a esquilos e/ou a humanos estará sempre na moda...Ami a foto.bjo.Bel curitiba.

Anônimo disse...

Ja tinha lido várias vezes o texto do Arnaldo Jabor, aliás, leio tudo o que ele escreve , que sujeito fantástico ele é. A frase que marcou e sempre penso nela é....As vezes é preciso a ausência para se querer a presença.´É perfeita.
Muito bom gosto o seu , ao adicionar o texto do Arnaldo aqui no seu blog. Ele complementa os teus , que são encantadores.
Um abraço afetuoso.
Nana

Zenilde disse...

Nossa estava mesmo precisando ler algo assim....vou começar a rever meus conceitos.

Ana Cristina disse...

Sei que você já conhece este texto... achei legal acrescentá-lo aqui como um complemento ao que postou do Arnaldo Jabor...afinal quem disse que ser e amar é fácil??

...SAWABONA...

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas
transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico, parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.
Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência,
e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso,
o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.
Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.
É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo,
e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas
são coisas do século passado.
Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem de aprender
a perdoar a si mesmo...
PS: Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer: "Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim".
Em resposta, as pessoas dizem SHIKOBA, que significa: "Então, eu existo para você".

Flávio Gikovate

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