sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sair faz bem... o problema é... com quem?


"Estou impressionado com o mundo virtual, há tantas mentiras por aqui, que muitas vezes penso que, o mundo virtual é tão mentiroso quanto o mundo real."
Carlos Kurare

Texto postados nos comentários do Blog da Luciana:

Sabe Luciana? Não há coisa melhor do que ir ao Zôo, ao Jardim Botânico... poder tocar nas plantas, sentir o cheiro do verde das folhas, ouvir os zumbidos ocultos na mata, assistir um concerto de insetos sentado num gramado. Creio que todos gostariam de fazê-lo. Mas penso que falta companhia agradável para que isso aconteça. “A verdade está lá fora!” Mas é difícil encontrar a companhia certa... sempre foi!

Eu dependo muito do computador, da internet, para o trabalho, lazer, estudo etc. e tal. Mas, troco isso aqui rapidinho por uma boa companhia. Sentar ao pé de uma fogueira, ouvi-la crepitar, e sentir o frio e a umidade da garoa ao tocar nossa pele, e poder jogar uma boa conversa fora, ou cantar ao som de um violão, velhas canções. Isso é muito bom. Preenche o espírito e deixa um gosto agridoce na boca...de quero mais!
Mas para isso acontecer, as pessoas têm que tirar a máscara. Têm que se expor.
Hodiernamente ninguém quer sair da zona de conforto que o mundo virtual proporciona. A segurança do mundo virtual é um alento para as dificuldades que o mundo moderno impinge... Apesar de nos aprisionar o mundo virtual também é paradoxalmente uma fuga! E muitas vezes, infelizmente para muitos... é a única SAÍDA!

Se me permitir vou por um anúncio aqui: Troco um PC, com tecnologia de última geração, por pessoa com a sensibilidade da velha geração!

Carlos Kurare



Sá, Rodrix e Guarabira - 1.casa no campo 2.caçador de mim 3.Espanhola

10 comentários:

ANÔNIMA FASCINADA disse...

Concordo que o mundo virtual é confortável, que há muitas mentiras, mas também é uma forma de diminuir as fronteiras geográficas e o medo de rejeição que nos limitam. Sabe Carlos Kurare, acho que em tudo há no mínimo dos modos de se enxergar a questão, podemos sempre pensar que do outro lado existe alguém maluco que trama maldosamente nos enganar fingindo que é uma mulher, sendo um homem,ou sendo algum personagem que não é.Porém há pessoas legais,que tem muita coisa para compartilhar e sentem dificuldade de encontrar ao seu lado pessoas que se importem em ouvir ou que tenha um QI mínimo para entender determinadas questões.Os sites,blogs, eles nada mais são do que um lugar vitual,correto,mas que possibilitam encontros reais, justamente por agregarem membros com interesses semelhantes.Não creio que as pessoas queiram ficar escondidas para sempre.Não sei se sou esperta ou sou uma tola em pensar que quando alguém me engana,o único que está saindo perdendo é ele próprio por deixar de aproveitar as coisas boas que tenho para dividir.Ser desconfiado demais também é uma forma de estar preso.Gostaria muito de saber se ainda posso comentar no seu blog,não quero de forma alguma dar uma de TELEMARK...parabéns pela postagem. OFF OR ON

Luciana disse...

Oi Carlos, que bom que postou aqui o texto, que adorei no meu blog, eu concordo com vc e concordo com a pessoas a í de cima , eu mesma nunca tive medo de me expor,mas levei tanta cacetada que agora eu resolvi tentar aprender algo, estou do lado oposto, totalmente casulo, sei que não é bom, estou isolada, e sei que preciso encontrar o equilíbrio, ficar quieta e só é bom quando precisamos, mas é bom ter amigos pra sair e não está fácil conseguir isso tudo, ser humano e vida complexos demais ...sinto que quanto mais sei, menos entendo...

Anônimo disse...

Gostaria de deixar aqui, a conclusão de um ponto de vista, apenas um ponto, o meu. Eu vivo há bastante tempo sozinha (opção minha, decidida em comum acordo com... bem, deixa pra lá) e confesso que me sentia muito bem assim, protegida em meu forte, por aquilo que me gabava como auto-suficiência, autocontrole. Minha irmã,... ah!.... minha irmã, era uma viciada no ciberespaço. Então, um dia, numa conversa com colegas de trabalho fiquei sabendo dos sites de relacionamentos e, encurtando a estória, aderi. Agora, sempre que me sobra um tempinho, ou forjo um, estou lá, mesmo que só olhando vitrine, o que já é muito divertido e provocante. As coisas mudaram e ouvi de minha filha, outro dia, que também estou viciada. Oras bolas! Que vício nada! Vício é fumo, álcool, narcótico, comida, é o sexo (falando nisso, as crises de abstinência voltaram com toda força, e...Ai! Cadê meu remedinho pra pressão?!!)

Anônimo disse...

Continuando...
Então, me colocando como foco de experiência e reflexão, e acredito que possa haver quem também se identifique, penso que o causador de grandes frustrações, pode ser o modo como nos relacionamos com esse mundo e as idealizações que projetamos a partir dele, no mundo físico, vamos dizer assim, porque, o real, o que é mesmo? (Já sei, não é o foco do momento). Quanto a mim, uso desse espaço para libertar a alma, sentindo e dizendo o que levaria muito tempo para ganhar confiança e intimidade para fazê-lo na convivência, ou talvez, nem ao menos tivesse chance de sentir. Sim, porque o velho mundo exige que sigamos as normas de formatação convencional, então o “real” individual acaba sendo sufocado, sacrificado, morto. Tudo bem! Seria ótimo se encontrássemos pessoas exatamente idênticas às ideias que passam de si mesmas. Mas, são idéias que, narcisicamente, alimentam. Pena que não casam com as expectativas despertadas, por ideias igualmente narcisistas. É fuga? Sim e não. Estou me lembrando, agora, do que disse um professor na faculdade: “Todo indivíduo tem necessidade de romper com a rotina, em algum momento, mesmo que breve momento. As mulheres, por exemplo, quando entediadas com o cotidiano, querem reformar a casa, comprar móveis novos ou ao menos mudá-los de lugar, trocar as cortinas, cortar os cabelos, e aí afora. Já, os homens, traem, pulam a cerca, mesmo que seja apenas pela emoção do inusitado, do risco, da ruptura e bla bla bla bla....” Momentaneamente, os vi com certa tolerância, pobrezinhos... (Eca!!!)

Anônimo disse...

Então, voltando ao assunto, não seria o caso de suspensão (às nuvens de algodão) da rotina, daquela que enfadonha, que entedia a vida e faz os sofrimentos e limitações ainda maiores e mais violentos? Será que alguém se interessaria em ver o perfil que tivesse a frase de chamada “Desça das nuvens e venha sentir comigo, a realidade”? Bom, aí caberia responder: ”Depende das fotos.”

Anônimo disse...

Enfim...
O que estou tentando dizer é que as pessoas não são o que desejamos dela, mas o que entendem como melhor de si mesmas. Porém, não temos que nos conformar e nos transformar em “cegos do castelo”, e sim tentar, tentar e tentar, até conseguir despertar em alguém a companhia que buscamos (bem Poliana). Digo que deve ser despertada, porque é provável que aconteça, num caminho de mão dupla. Creio que o imediatismo do novo mundo, nesse aspecto, devia ser abolido, voltando às mensagens escritas a pena, como as cartas, as lindas cartas de amor e sedução, sem pressa e com a ansiedade se fazendo presente apenas no momento de abrir um novo email. Quanto aos mentirosos mal intencionados, não se garantem muito tempo: suas palavras vazias, não germinam, apodrecem. Quando surgir oportunidade de encontro físico, sejamos o mais leve possível nas expectativas, andemos descalços, devagar, para não machucar e marcar o terreno e, nem tão pouco, termos os pés feridos pelos pedregulhos. E quando alcançarmos as margens do rio, tomemos coragem de abrir os braços, respirar fundo, olhar para o céu buscando a paz do azul e mergulhar, fundo, esperando atingir, o tão desejado encontro... das águas. (Eco! Que piegas! Ou brega? Ou as duas coisas?)
Agora, tentando consertar isso tudo, confesso que é tudo mentira.

Sou, Clarabela.

Anônimo disse...

Olá, depois de ler os comentários do Carlos e das pessoas acima, não soubrou muito para ser dito. Mas vou arriscar meu palpite, a internet apenas facilita aplicaçao da mentira, mas quem faz isso virtualmente, faz pelo hábito que traz consigo, é da sua índole, não é culpa da internet, esta apenas lhe dá maior popularidade. Penso que é importante o cuidado com nossa exposição, mas se entramos aqui para aumentar círculo de relacionamentos, não podemos ficar fechados como ostras.
Beijos, sempre verdadeiros...rs
Neca

Anônimo disse...

Acredito que todas as pessoas que passam pelo seu blog Carlos de alguma forma já se decepcionaram com a internet e com as pessoas que aqui transitam....mas vamos ser sinceros, quantas pessoas reais não passaram pela nossas vida e nos decepcionaram?...é muito deprimente estar num sábado a tarde em frente ao computador, ao invés de estar com uma boa companhia....ouvindo o som da voz, sentindo o cheiro da pessoa....
Se por um lado a internet nos possibilita conhecer pessoas do outro lado do mundo, também afasta o nosso contato fisico..né??
beijos...estava com saudades de escrever aqui, estou voltando aos poucos
Alicce

Carlos Kurare disse...

Obrigado a todos pelos comentários!
A meu ver a internet é um meio, não um fim em si. Vejo a como uma excelente ferramenta de acesso, uma via uma estrada da informação. Eu a uso para inúmeros fins, mas, como estrada de acesso.
Penso que a internet não afasta nada, não se pode afastar o que já está afastado, ela não é a culpada do afastamento. Pois garanto que qualquer pessoa NORMAL, que lhe fosse dado optar entre uma companhia física, e uma companhia virtual, indubitavelmente preferiria a primeira. Na verdade não há pessoas virtuais, mas pessoas reais, que trazem para a rede o que tem de melhor ou pior, o conteúdo disponibilizado na WEB é uma prova disso, veja os sites mais acessados no mundo dizem respeito a sexo. O que é normal já que sexo é algo instintivo animal. Já amor, afeição, cuidado, delicadeza para com o outro, são traços de civilidade.
Como diria o Adoniran: "Pobre quando come galinha ou está doente ou a galinha."
Escrevi tanta coisa, mas o sono me obriga a sair de cena. Pois as idéias já estão nebulosas. Boa noite!

Erika Azevedo disse...

Relações são construídas e o amor nasce da convivência e da disposição em aceitar o outro, suas qualidades e defeitos, suas limitações e medos, lutando mutuamente para a conquista da felicidade de ambos, para o crescimento e amadurecimento na arte de viver em comum união de objetivos, de ideais, enfrentando as dificuldades que possam surgir, com o firme propósito de estar juntos, de permanecer unidos, de ser um. Caminhando de mãos dadas na mesma direção, na direção da realização como ser humano e à plenitude do amar e ser amado.

Em sites de relacionamentos vejo milhares procurando por alguém, que procura por alguém e ninguém se encontra. Muitos afirmam querer um relacionamento sério, mas não se dispõem a construir isso. A facilidade com que comunicamo-nos, aproximamo-nos é a mesma com a qual distanciamo-nos. Relações de amizade começam e terminam num click. Emails adicionados em msn e bloqueados quase que instantaneamente. Eternidade hoje é o tempo que dura um beijo, o momento de êxtase. Não se quer saber o depois, não se quer construir o depois...

“Não é bom que o homem esteja sozinho”. E não é mesmo. Precisamos é tomar consciência de que banalizamos nossas relações quando as alicerçamos no prazer e na efemeridade, na falta de comprometimento com nossos próprios objetivos. Queremos facilidade. Começamos bem, aí na primeira dificuldade, na primeira onda mais alta que aparecer, abandonamos o barco e partimos em busca do homem ideal, da mulher dos sonhos.

O amor é uma arte a ser aprendida. Teorias não faltam. O problema é que mais e mais diminuem os que vivenciam na prática os amores encantados, firmados por muita luta, muitas lágrimas, incontáveis renúncias e perdão...
É urgente a necessidade que temos de aprendê-la, de ver o outro muito além do que realmente é, muito além do que o mundo vê, deixando de lado nossas expectativas. É preciso escutar o silêncio do outro, ouvir o que não é dito, não ter razão; descobrir a maravilha de ser a cada dia, entender que mudamos constantemente, enfeitar relações com flores e iluminar vidas com as estrelas; lutar por nossas relações, pelo sucesso do nosso amor; esvaziar nossas bagagens de frustrações, traumas e experiências negativas, perdoar, jogar no lixo nosso preconceito, pois cada ser humano é único no universo.

É preciso não ter medo e entregar o nosso melhor a alguém com disponibilidade à felicidade. Esvaziar nossas malas, recomeçar. É preciso parar de querer que o outro realize nossos sonhos e nos dispor a conquistar juntos o que queremos. Nossas experiências pesam muito, mas não podem impedir que vivamos o amor, a vida.
Romantismo? Sonho? Não. Amor de eternidade que precisamos aprender!
Querem uma casa branca na serra, com grandes janelas de madeira, com vista para um lindo jardim? Terão que construí-la. Se a comprar pronta, nunca será como realmente sonharam.
Os prazeres passam, a beleza passa, os bens materiais com os anos perdem muito do seu brilho e não saciam nossa sede, não realizam nossos anseios. No fim, mãos dadas, um olhar terno, um ombro amigo e a eternidade da plenitude de um amor, é o que fica.

Penso que saber o que realmente querermos, lutar pelo que queremos e buscar sacralizar nossas relações, é o segredo para viver um grande amor. Não é impossível!! Eu acredito em milagres e que o primeiro passo para que eles aconteçam, é dado por cada um de nós.
Erika Azevedo - (Para viver um grande amor)

Muito além de um jardim!

Flor cuidada por mim Flor Amorosa Num belo dia desejei só para mim Mulher amorosa e decente E como jardineiro diligente Semeei a...