quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Entre macacos e orangotangos...

 Entre macacos e orangotangos...há grandes diferenças!

Você já reparou o grau de desatenção que perambula pelos relacionamentos? As desatenções pulam de galho em galho numa velocidade peculiar a macacos histéricos quando fogem de uma onça.

Não me admira que haja tanta gente “livre, leve e solta”! Ou seja: sozinha. Não me venham com esse papo que estar só é bom, o termo correto para estar só é: boa! Boa desculpa para solitários! Encher a noite e o dia de atividades, não faz de uma pessoa uma “não solitária”.

Ficar só é bom quando se tem saúde, ficar só é bom quando se tem aonde ir, ficar só é bom quando se está empregado. Agora! Ficar só quando uma doença lhe derruba na cama e estupra seu corpo como o “VAMPIRO DE DUSSELDORF”. Ai quero ver ter orgulho de ser solitário. De ter amigos de ocasião. Nessas horas é que damos valor aos verdadeiros amigos. Os que realmente se importam conosco!

Você não tem ninguém à noite para lhe dar aconchego... ah! Isso é triste. Principalmente quando a idade avança e você vai percebendo que nem sempre poderá contar com os amigos. Pois eles, quando existem, também têm a vida pra tocar. Quando essa hora chegar, e ela chega mais cedo ou mais tarde, geralmente mais tarde, como os trens do subúrbio. E quando chega quero ver você bater no peito como a macaca chita do Tarzan e dizer: “sou solitário mas, sou feliz, mais solitário é quem me diz”!

Eu confesso sou auto-insuficiente! Preciso de companhia, e companhia feminina. Sinto falta de um corpo quente ao meu lado nas noites frias, e sinto falta de um corpo caliente nas noites quentes. Quero amores de Orangotango!

Eu quero uma fêmea de orangotango só pra mim.
Com aquele olhar embebido na mais doce ternura, com os movimentos delicados de uma bailarina, eu quero dançar nem que seja tango, com uma fêmea de orangotango.

Macacas de auditório e macacas chinfrins... please! Afastem-se de mim
Quero dançar tango e ir à loucura, com uma bailarina vestida de carmim

Oras! GO! Tango!

São Paulo - 21/9/2010 14:51

Carlos Kurare



"COMO NASCE UM PARADIGMA



Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima.
Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos....




Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).
Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada. Imediatamente os demais começaram a espancá-lo.
Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse porquê.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro.
O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento.
Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc.) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.


Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada ... Aposto que a resposta seria:


Eu não sei – Aqui sempre foi assim... "



Como se quebra um paradigma? Me convida para um chá "de" cinco horas, que eu lhe explico!

The Banana Boat Song - Composição: Erik Darling / Alan Arkin / Bob Carey


Infelizmente não achei a versão com a música que tenho aqui na voz do Wilson Simonal. Gosto das duas!

9 comentários:

Erika Azevedo disse...

É, amigo, há pessoas que se orgulham de estarem sós, julgam-se auto-suficientes. Já fui assim. Mas, hoje, depois que me conheci e tive a coragem de assumir a dor da minha solidão e reconhecer o que realmente quero, (morar numa casinha branca pequenina, no alto de uma serra rodeada de árvores frondosas. Adormecer numa rede nos braços de algum caboclo sonhador como eu. E que essa paz espalhe-se pelo mundo inteiro. Flor de laranjeira nos cabelos, pés descalços em folhas secas, fumaça de fogão à lenha, cheiro de café, banho no rio ao entardecer, luar entrando pelas janelas de madeira, clareando o chão batido e os sonhos encantados), bato no peito como a Chita, pra floresta toda ouvir, que quero um par de botas pra fazer par com a minha. E nem precisa vir com flores... cultivo bromélias em meu jardim.
Erika Azevedo

Carlos Kurare disse...

Oi Erika!
Eu precisa de um lugar assim como o que descreveu. Precisava desse clima para escrever. Os sons da cidade grande estão a travar o meu processo criativo. Concordo com o que disse, exceto sobre o par de botas, tô fora! Prefiro um sapatinho feminino, sabe como é, sou meio conservador nesses assuntos! :0)

Anônimo disse...

Oi Kurare,incrível seu blog.
Na minha opinião,acho que depende de cada um.Eu,por exemplo,estou muito bem sozinha,muito melhor;tenho liberdade pra ir e vir,minha independencia e o amor dos meus filhos,coisa que eu não tinha na minha relação.Então,pra mim valeu o ditado: "antes só que mal acompanhado".Estou muito bem e mais feliz!!
Um abraço

Renata

Helena disse...

Puxa vida!Se o seu processo criativo está travado,não parece!Como sempre, cada caso é um caso.Cada momento é único.O que é de um jeito hoje, amanhã será de outro.Eu ultimamente tenho ouvido tudo isso em tom amedrontador e de censura.Mas na vida temos que fazer escolhas.Hoje eu não consigo concordar com aquela frase de Lupicínio:é melhor brigar juntos do que chorar separados.Não dá pra ter tudo.A verdade é esta.
De vez em quando eu gosto de cantar aquela musica que a Elis cantava:
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais...
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal....
Acho que o importante é estar sempre buscando, deixando os canais abertos, quem sabe? Quem sabe uma horinha acontece uma coincidência boa?

Luna disse...

Carlos,

Se eu estivesse aí pertinho, iria te tirar prá dançar ao som de Carlos Gardel...

Detalhe: Não sei um passo de tango, mas quem disse que a gente só deve fazer aquilo que sabe!

Bj

Carlos Kurare disse...

Oi Luna!

"mas quem disse que a gente só deve fazer aquilo que sabe!"
- Neurocirugiões, especialistas em explosivos, astronautas, operadores de usinas atômicas...esse tipo de gente. LUNA!!!! :0)

Anônimo disse...

Nossa senhora,que texto revelador de verdadesss!!! O autor do Blog não deixa dúvida que gosta de mulher,ufa,ainda bem porque a homarada está ficando RÉ NO QUIBE,depilando-se,fazendo pé e mão,pintando cabelos,usando anel,é o fim da picada!!! Falta pica mesmo e o remédio,para as mulheres,é ficar SÓ mesmo!!! Ah, têm as mulheradas que gostam de GUERRA DE ARACNÍDEOS,sabe,as machonas com peito e perseguida,andam de calça jeans e camisa,os olhos saltam quando avistam uma fêmea,lésbicas até morrer,credo!!! Devo concordar com a opinião da Renata,estou bem sózinha e isso basta,melhor que na época em que era casada e amava meu marido!!! Silvana Bacana.

Anônimo disse...

Gostaria de parabenizar Carlos Kurare pelas maravilhosas fotos da macacada,sem falar do bonitão que fez O Planeta dos Macacos,Charton Heston,meu tipo de homem,sem dúvida,eu dava prá ele !!! Rsrsrs .Adorei a versão da música Banana Boat Song,lembrei-me da África,país lindíssimo de grandes contrastes,que encanta a todos que o visitam!!! Silvana Bacana.

Anônimo disse...

Macacos me mordam!!!

Adorei as fotos das mamães...

Muito além de um jardim!

Flor cuidada por mim Flor Amorosa Num belo dia desejei só para mim Mulher amorosa e decente E como jardineiro diligente Semeei a...