quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Eu fui... você vai?

Foto do Teatro
Eu recomendo a peça: O Mentiroso!
Mentira, ou não? Só sei que o teatro é imenso! 
Assisti a peça com a Rê, e ela adorou!
Carlos Kurare

Um conselho de graça, chegue cedo! Ou faça reserva. Nesta segunda-feira lotou. Adorei a introdução da platéia ao teatro! Não vou falar a surpresa que os atores fazem, mas gostei muito! 



O Mentiroso

Espetáculo dirigido por Maria Eugênia De Domenico e Augusto Marin resgata o melhor da Comédia Dell’arte.
SERVIÇO:
O quê: “O Mentiroso”
Onde: Teatro Commune
Endereço: Rua da Consolação, 1218 – Consolação
Telefone: (11) 3476-0792 - teatrocommune@commune.com.br
Quando: Estreia dia 14 de janeiro – Segue até 28 de fevereiro, sábados 21H e Domingos às 20h e Segundas 20H
Quanto: R$ 30,00 (Inteira), R$ 15,00 (Estudantes, idosos, classe artística e associados AMB)
Capacidade: 83 Lugares
Duração: 1h20 min
Recomendação: 12 anos
Vendas pelo site: www.bilheteria.com.br

ORIGEM

O interesse em montar “O Mentiroso” surgiu graças ao sucesso que a leitura da peça obteve no Ciclo de Leituras Memórias do Teatro, na Caixa Cultural da Sé, em homenagem às peças montadas pelo TBC. Augusto Marin, o diretor do feito, percebeu a força e atualidade das gags e situações cômicas da peça, e decidiu montar a peça. Para co-dirigir o espetáculo convidou Maria Eugênia De Domenico.

Esta é a segunda montagem profissional de O Mentiroso no Brasil, a primeira aconteceu em 1949/62, pelas mãos do diretor italiano Ruggero Jacobbi, no TBC, com Sérgio Cardoso no papel de Lélio Bisognosi. Uma montagem histórica, como recorda a professora doutora da UNESP, Berenice Raulino, no livro Ruggero Jacobbi.

Desde a leitura da peça até sua montagem, traduzimos e adaptamos o texto diversas vezes, cortando falas redundantes que não fazem sentido nos dias de hoje. Nas leituras de mesa e nas improvisações com máscaras, cortamos falas, atualizamos diálogos e alteramos a seqüência das cenas para enxugar a gordura que encobria o jogo da farsa e a força cômica das gags, recuperando-se assim o roteiro original de ações da peça, como devia ser feito na Commedia Dell´Arte dos primórdios, com grande força satírica e irreverência.

Do clássico ao trash: uma colagem teatral, uma farsa totalmente antropofágica!

A encenação de O Mentiroso dá continuidade à linha de pesquisa da COMMUNE sobre as máscaras da Commedia Dell Arte, iniciada com a montagem de O Arlecchino de Dario Fo, em 2007, propondo uma releitura da peça de Goldoni como farsa, usando música ao vivo (acordeão, percussão e violão), recursos circenses, máscaras, adereços estilizados e alegorias.

O cenário e os figurinos, assinados por William Gama, compõem uma mise-en-scene estilizada e alegórica, que remetem o espectador à uma Veneza imaginária de algum lugar do passado. As máscaras, criadas por Helô Cardoso, professora da Unicamp, e Eduardo Caiuby, seguem a linha de pesquisa iniciada por Amleto e Donato Sartori, em 1948, na Itália, criadores das máscaras da peça Arlequim Servidor de Dois Patrões, dirigida por Giorgio Strehler, no Piccolo Teatro de Milano.

A encenação valoriza a visão satírica e farsesca do texto; propõe cenas inspiradas na estética das histórias em quadrinhos e no desenho animado, mostrando a mentira como possibilidade de invenção e criatividade, característica fundamental da arte dos atores. Lélio representa a figura do ator e do próprio autor que mente para viver e por isso é um mentiroso profissional. Discute a máscara da mentira. Quem mente mais? Os políticos ou os atores? Os médicos ou advogados? O Homem ou a mulher?

De onde vem esse mentiroso de Goldoni

A peça, escrita em 1750, é inspirada em O Mentiroso, de Pierre Corneille (1606-1684) que, por sua vez, inspira-se no texto A Verdade Suspeitosa, do escritor mexicano Juan Ruiz D` Alarcón (1581-1639). O caráter de Lélio (o mentiroso) revela um ser complexo e ambiguo, que surge numa uma época em que o homem devia ver a realidade de modo científico, sem mistificações, refutando a mentira. Lélio não deveria ser um exemplo a ser seguido, mas é real e comum até os dias de hoje. A peça marca não apenas uma mudança na arte teatral italiana, como também a evolução do conceito do ser humano ao longo da história.

Breve Sinopse

A peça conta a história de Lélio, que mente com grande brilho e agilidade, enganando à todos de forma diabólica!

Sinopse
A peça conta a história de Lélio Bisognosi, um napolitano que mente compulsivamente, com grande brilho e agilidade. Ao chegar a Veneza, descobre que um admirador anônimo dedicou uma serenata à Rosaura e Beatriz, filhas do Doutor Balanzone. Rapidamente, finge estar apaixonado por Rosaura e assume a autoria da serenata. A partir daí, Lélio se enrola cada vez mais com suas peripécias e lampejos de criatividade, envolvendo as donzelas, o pai delas, seu amigo Otávio e seu próprio pai. Suas mentiras são tão diabólicas que de uma nascem cem!

Carlo Goldoni - O Autor

Carlo Goldoni nasceu em Veneza, em 1707, e é considerado um dos maiores autores europeus ao lado de Dario Fo, Totó, De Filippo, Pirandello, entre outros. Algumas de suas principais obras são: Arlequim Servidor de Dois Amos, o Teatro Cômico, Mirandolina, Don Giovanni Tenorio (que lembra O Mentiroso), O leque, entre outras. É considerado o precursor do teatro realista. Seu mérito foi ter sistematizado a Commedia dell´Arte que antes era feita de improviso pelos atores, por meio de um roteiro, com máscaras e de forma itinerante. Criou o que chamamos hoje de “comédias de costumes”, aprofundando a caracterização das personagens e suas tramas e retratando a classe média da Veneza do século 18. Rivalizou com Carlo Gozzi, autor que defendia a Commedia Dell Arte das origens, repleta de personagens e situações absurdas e extravagantes, nada realista, muito mais próxima da ópera.

Morreu em Paris, quase na miséria, depois que a Revolução Francesa lhe retirou a pensão que o rei lhe tinha conferido como professor de italiano de suas filhas.


A COMMUNE é uma OSCIP, registrada no CMDCA-SP e um PONTO DE CULTURA, ligado ao MinC e à Secretaria Estadual de Cultura, que desenvolve os Projetos Teatro Cidadão e Foco Teatral, com metodologia para a capacitação de jovens artistas e técnicos, através de aulas de teatro, confecção de máscaras, iluminação, sonoplastia, produção, entre outras. Alguns parceiros: UNESCO, MinC, Governo do Estado e do Município de São Paulo, FUNARTE, SESC e PETROBRÁS.

Nosso repertório de espetáculos em cartaz inclui pelas como: O Arlecchino de Dario Fo, Nem Todo Ladrão vem para Roubar de Dario Fo e A Farsa da Esposa Muda de autor anônimo do século 16.

TEATRO COMMUNE: Laboratório de Formação e Montagem

A COMMUNE dispõe de um laboratório de pesquisa, montagem e formação que conta com café, galeria de exposições e sala com 90 lugares, com ar condicionado, camarins, banheiros para deficientes e sala de ensaio, que oferece oficinas e espetáculos gratuitos para pessoas que não têm acesso (escolas, pontos de cultura, entidades).


FICHA TÉCNICA
Texto: Carlo Goldoni
Tradução: Augusto Marin
Adaptação e Direção: Maria Eugênia De Domenico e Augusto Marin

Elenco:
Lélio Bisognosi ................................................. Augusto Marin
Arlecchino. ....................................................... Augusto Pompeo
Pantaleão .......................................................... Carlos Capelleti
Doutor Balanzone ............................................ Juliano Dip
Rosaura ............................................................. Fernanda Mitaini
Beatriz ............................................................... Marcos Thadeus
Francesquina ..................................................... Eliane Rossetto
Florindo ............................................................. Fausto Franco
Briguela ............................................................. Will Saint´Clair
Otávio ................................................................ Tadeu Pinheiro
Cocheiro e Percussão ....................................... Paulo Dantas
Menino e Acordeão .......................................... João Paulo Soran
Carteiro e Violão .............................................. Leandro Pinheiro

Direção Musical e Música Original: Adilson Rodrigues
Preparação Corporal e Coreografias: Augusto Pompeo
Preparação com Máscaras de Commedia Dell Arte: Michelle Gabriel
Cenários e Figurinos: William Gama
Máscaras de Commedia Dell Arte: Helô Cardoso e Eduardo Caiuby
Máscaras de Carnaval e Adereços: Larissa Medeiros
Cenotécnico: Paulo Dantas
Costureiras: Ana Lúcia Gomes e Silvana Fábio
Desenho de Luz: André Lemes
Contra-Regra: Manoel Cabral
Fotografia: Alicia Peres, Fred Vásquez e Fernanda Zaborowsky
Registro e Edição em Vídeo: José Carlos Freyria e Tony Ciambra
Estagiárias de Produção: Fernanda Zaborowsky e Renata Asato
Estagiárias de Gestão Cultural: Thais Rossi e Michelli Schuchman
Administração: Josivaldo Lima
Assessoria de Imprensa: André Moretti
Direção de Produção: Heloísa Andersen
Coordenação Geral: Augusto Marin e Michelle Gabriel
Realização: Coletivo Teatral COMMUNE

Projeto realizado com recursos do Prêmio Myriam Muniz da FUNARTE 2010

SERVIÇO:
O quê: “O Mentiroso”
Onde: Teatro Commune
Endereço: Rua da Consolação, 1218 – Consolação
Telefone: (11) 3476-0792 - teatrocommune@commune.com.br
Quando: Estreia dia 14 de janeiro – Segue até 28 de fevereiro, sábados 21H e Domingos às 20h e Segundas 20H
Quanto: R$ 30,00 (Inteira), R$ 15,00 (Estudantes, idosos, classe artística e associados AMB)
Capacidade: 83 Lugares
Duração: 1h20 min
Recomendação: 12 anos
Vendas pelo site: www.bilheteria.com.br

Um comentário:

Rê Liberato disse...

Pois é...o Teatro é imenso...Eu sempre acho que Teatro é uma metáfora perfeito para o Mundo...o Mundo que mora dentro de mim...o Mundo que está fora de mim...Muitos personagens com liberdade de atuação...Sou assim...Somos assim...Enfim, eu simplesmente adorei!!! Eu ri muito...Adoro essa coisa interativa do teatrode repente, você lá no palco...de repente você cá na platéia...E um teatro moderno, com um humor muito inteligente e interessante, talvez puro...Releituras de tempos atrás...sensação do presente tão presente...A Humanidade e seus amores...O escárnio dos defeitos e das qualidades do Humano...Gosto muito da figura mitológica ou primitiva do trickster...que brinca com defeitos e agruras...fazendo com que achemos diversão nas nossas sombras...aquilo que não tem vínculo com nenhuma expectativa de sermos perfeitos...o trickster que denuncia a imperfeição, e num ato de generosidade a acolhe e dá um contexto, formato..."O Mentiroso" faz rir e ri de si mesmo...acho isso uma delícia!!! Bom...a companhia que não foi lá essas coisas...mas isso a gente corrige com o Tempo...Brincadeirinha, Kurare...rsrsrs...vc é uma criatura imperdível...grata pelo compartilhamento do Riso...almas que riem juntas se acompanham pela Eternidade...Oh, karma!!!!!rsrsrs Beijos

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