sábado, 7 de agosto de 2010

Sessão Pipoca: A Família Addams



A mãe da gente deve ter saudade...

 "A Família Addams" (1964) - 1º episódio da série, PARTE 1



"A Família Addams" (1964) - 1º episódio da série, PARTE 2



"A Família Addams" (1964) - 1º episódio da série, PARTE 3 - FINAL




A Rã e e o Rato





 
"Então, foi assim ...
"Um dia decidi sair do trabalho mais cedo e fui jogar golfe!
Quando estava escolhendo o taco, notei que havia uma rã perto dele.
A rã disse:
- Croc-croc! Taco de ferro, número nove!
Eu achei graça e resolvi provar que a rã estava errada. Peguei o
taco que ela sugeriu e bati na bola.
Para a minha surpresa a bola parou a um metro do buraco!
- Uau!!! - gritei eu, me virando para a rã - Será que você é minha
rã da sorte?
Então resolvi levá-la comigo até o buraco.
- O que você acha, rã da sorte?
- Croc-croc! Taco de madeira, número três!
Peguei o taco 3 e bati. Bum! Direto no buraco!
Dali em diante acertei todas as tacadas e acabei fazendo a maior
pontuação da minha vida!
Resolvi levar a rã pra casa e, no caminho, ela falou:
- Croc-croc! Las Vegas!
Mudei o caminho e fui direto para o aeroporto! Nem avisei minha
mulher!
Chegando em Las Vegas a rã disse:
- Croc-croc! Cassino, roleta!
Evidentemente, obedeci a rã, que logo sugeriu:
- Croc-croc! 10 mil dólares, preto 21, três vezes seguidas.
Era loucura fazer aquela aposta, mas não hesitei.
A rã já tinha credibilidade.
Coloquei todas as minhas fichas e deu na cabeça! Ganhei milhões!
Peguei toda a grana e fui para a recepção do hotel, onde exigi uma
suíte imperial. Tirei a rã do bolso, coloquei-a sobre os lençóis de
cetim e disse:
- Rãzinha querida! Não sei como lhe pagar todos esses favores! Você
me fez ganhar tanto dinheiro que lhe serei grato para sempre!
E a rã replicou:
- Croc-croc! Me dê um beijo! Mas tem que ser na boca!
Tive um pouco de nojo, mas pensei em tudo que ela me fez e mandei
ver!
No momento que eu beijei a rã, ela se transformou numa linda ninfeta
de 17 anos, completamente nua, sentada sobre mim. Ela foi me
empurrando bem devagarzinho para a banheira de espuma...
- Juro por Deus!, disse o Senador ao Presidente
 da Comissão de Ética!
Foi assim que consegui toda a minha fortuna e, essa menina foi parar nua
no meu quarto!!!"
(anônimo)
Eu acredito! Afinal! Um Senador da República do Reino da Água Suja. Não inventaria uma história absurda dessas! 
carlos kurare


Eu acredito!!!


A Rã e e o Rato


Ivan Lins e Tim Maia - "Formigueiro"

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um dia depois...



Um dia depois...

Ontem assisti um embate, digo,  uma justa. Coisas da idade média.

Eu gostaria de ser mais ingênuo, de saber menos, de não ouvir, ou ao ouvir as bobagens que ouço, não percebê-las. Não ver que muitos ainda torcem para este ou aquele monarca como torcem por um time de futebol. Com muita emoção e pouca razão. Cansei de ver dogmatismos e falta de informação de mãos dadas com a ignorância, a passear pelas ruas.

Queria alucinar-me, como " O Homem que queria ser Rei” , e virar rei.

Como naquela história: ...Há muitos e muitos anos, havia um reino onde todos os súditos enlouqueceram. Isso ocorreu, pois a água daquele reino fora contaminada por coliformes fecais anabolizados.
Os súditos ao verem que o Rei não se comportava e agia como eles, resolveram matá-lo! O Rei para fugir da vida e da morte, tomou uma caneca da água contaminada. Dai por diante, naquele reino, todos viveram felizes para sempre.

Carlos Kurare
Sampa - 6/8/2010 06:21


Tudo vira bosta - Rita Lee


Lembrou do reizinho? Caramba! Tempus Fugit!
A diagramação tá ruim, não  por que eu não tenho bom senso. É que ainda não aprendi a mexer no Blog. "Qualé"?! Tenho que criar, escrever, procurar imagens, aprender a mexer em HTLM, lembrando que não tenho dormido bem, nem me alimentado direito. Tudo isso num frio desgraçado e com artrite nas mãos e nos pés!  Eita! Lá se vai mais meia dúzia de candidatas :0( 
Então tenha paciência comigo. Por favor, lembre-se: Sou homem, portanto, tenho meus limites!
(Por Belenus! O que não sou obrigado a dizer para aplacar a fúria da turba)

Há mar!

Há Mar? Sim! Há mar! Basta apenas Amar, para haver mar! Ah! Mar...
Carlos Kurare

Não sei se é possível viver só de amor, mas de uma coisa eu tenho certeza, não é possível ser feliz sem ele!
Carlos Kurare
Sampa - 5/8/2010 18:39


Eu Sei que Vou te Amar - Soneto de Fidelidade - comp. Vínicius de Moraes



WAVE - Tom Jobim

Hiroshima em flor...

Dor...
Carlos Kurare



Rosa de Hiroshima
(Vinicius de Moraes)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada




Gilberto Gil - A Paz

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Troco horas de afeto, por afeto a qualquer hora!

Todos que amam cuidam. Mas nem todos que cuidam...amam.
Sampa - 3/8/2010
Carlos Kurare



Classificados
Escambo:

Troco horas de afeto, por afeto a qualquer hora!
Sampa - 30/07/2010
Carlos Kurare





Maria Bethânia - Onde estará o Meu amor? - Chico César

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Spam



É raro, mas eventualmente, recebo um spam, no correio eletrônico. O que escrevo aqui é só para os patos de plantão! Caso você se enquadre, mude seu comportamento, caso você não seja o pato da vez, relaxe! Lembre-se: há leitores que caem no Blog de pára-quedas. E na verdade, eu no passado, também repassei spam.
Geralmente o fazemos com a melhor das intenções. Mas cá entre nós, o inferno está cheio de gente que teve boas intenções!

Regra 1 - Qualquer pedido, seja ele qual for, que não tenha um ponto de origem, o qual possa ser checado é falso! Veja, sempre a idoneidade da fonte (blog, site, revista, jornal);

Regra 2 – Copie e cole um pedaço do texto no google e veja se já não está classificado como spam;

Regra 3 – Evite enviar spam para os amigos inteligentes, eles podem questionar a sua inteligência. As pessoas que ficaram bravas com os meus comentários, ao responder aos e-mails ANTAlógicos que recebi, que o digam! A maioria sumiu da minha vida. O que é perfeitamente compreensível, e deveras, agradável... para a maioria;

Regra 4 – Tem um site que dá ótimas dicas, e relata a maioria dos spams que circulam há anos na internet. Ensina-lhe também a não pegar os vírus estúpidos que seus colegas lhe passam, digo colegas, pois sei que seus amigos são inteligentes, portanto não lhe passam esse lixo virtual. E se lhe passam, sinto dizer: Ou não são seus amigos, ou não são inteligentes!

:0)

Endereço do site com as dicas sobre os pulhas da internet: http://www.quatrocantos.com/lendas/

Carlos Kurare



cassia Eller acustico E C T -



Monty Python SPAM legendas em portugues

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Acabo de ler esta entrevista com o Humberto Eco


Acabo de ler esta entrevista com o Humberto Eco, e vou partilhá-la. Sei que textos grandes assustam pessoas na net. Mas você que lê meu Blog não se assusta fácil! Não é verdade?

"O nome da Rosa" do Uberto Eco é uma maravilha e o recomendo para quem não o leu. O filme também é muito bom.

Carlos Kurare


"Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos" (Umberto Eco)


Umberto Eco assina novo trabalho em parceria com o roteirista francês Jean-Claude Carrière.
umberto eco wideweb  470x3140 [Papo Cabeça] Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’ (Umberto Eco)
‘Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’, diz Umberto Eco
Ensaísta e escritor italiano fala em entrevista exclusiva de seu novo trabalho, ‘Não Contem com o Fim do Livro’
MILÃO – O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. “Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade” – é a sua preferida. “Não li nenhum”, começa a segunda. “Se não, por que os guardaria?”
Na verdade, a coleção é maior, beira os 50 mil volumes, pois os demais estão em outra casa, no interior da Itália. E é justamente tal paixão pela obra em papel que convenceu Eco a aceitar o convite de um colega francês, Jean-Phillippe de Tonac, para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros (“muito informais, à beira da piscina e regados com bons uísques”, informa Umberto Eco) que resultaram em Não Contem Com o Fim do Livro, que a editora Record lança na segunda quinzena de abril.
A conclusão é óbvia: tal qual a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. Qualquer dúvida é sanada ao se visitar o recanto milanês de Eco, como fez o Estado na última quarta-feira. Localizado diante do Castelo Sforzesco, o apartamento – naquele dia soprado por temperaturas baixíssimas, a neve pesada insistindo em embranquecer a formidável paisagem que se avista de sua sacada – encontra-se em um andar onde antes fora um pequeno hotel. “Se eram pouco funcionais para os hóspedes, os longos corredores são ótimos para mim pois estendo aí minhas estantes”, comenta o escritor, com indisfarçável prazer, ao apontar uma linha reta de prateleiras repletas que não parecem ter fim. Os antigos quartos? Transformaram-se em escritórios, dormitórios, sala de jantar, etc. O mais desejado, no entanto, é fechado a chave, climatizado e com uma janela que veda a luz solar: lá estão as raridades, obras produzidas há séculos, verdadeiros tesouros. Isso mesmo: tesouros de papel.
Conhecido tanto pela obra acadêmica (é professor aposentado de semiótica, mas ainda permanece na ativa na Faculdade de Bolonha) como pelos romances (O Nome da Rosa, publicado em 1980, tornou-se um best-seller mundial), Eco é um colecionador nato; além de livros, gosta também de selos, cartões-postais, rolhas de champanhe. Na sala de seu apartamento, estantes de vidro expõem tantos os livros raros – que, no momento, lideram sua preferência – como conchas, pedras, pedaços de madeira. As paredes expõem quadros que Eco arrematou nas visitas que fez a vários países ou que simplesmente ganhou de amigos – caso de Mário Schenberg (1914-1990), físico, político e crítico de arte brasileiro, de quem o escritor guarda as melhores recordações.
Aos 78 anos, Eco – que tem relançado no País Arte e Beleza na Estética Medieval (Record, 368 págs., R$ 47,90, tradução de Mario Sabino) – exibe uma impressionante vitalidade. Diverte-se com todo tipo de cinema (ao lado de seu aparelho de DVD repousa uma cópia da animação Ratatouille), mantém contato com seus alunos em Bolonha, escreve artigos para jornais e revistas e aceita convites para organizar exposições, como a que o transformou, no ano passado, em curador, no Museu do Louvre, em Paris. Lá, o autor teve o privilégio de passear sozinho pelos corredores do antigo palácio real francês nos dias em que o museu está fechado. E, como um moleque levado, aproveitou para alisar o bumbum da Vênus de Milo. Foi com esse mesmo espírito bem-humorado que Eco – envergando um elegante terno azul-marinho, que uma revolta gravata da mesma cor tratava de desalinhar; o rosto sem a característica barba grisalha (raspada religiosamente a cada 20 anos e, da última vez, em 2009, também porque o resistente bigode preto o fazia parecer Gengis Khan nas fotos) – conversou com a reportagem do Sabático.
O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?
O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança.
Qual a diferença entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca?
A diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar – muito embora Jorge Luis Borges, em seu livro Ficções, tenha criado um personagem, Funes, cuja capacidade de memória era infinita. Já a internet é como esse personagem do escritor argentino, incapaz de selecionar o que interessa – é possível encontrar lá tanto a Bíblia como Mein Kampf, de Hitler. Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta. Sou capaz de distinguir os sites confiáveis de filosofia, mas não os de física. Imagine então um estudante fazendo uma pesquisa sobre a 2.ª Guerra Mundial: será ele capaz de escolher o site correto? É trágico, um problema para o futuro, pois não existe ainda uma ciência para resolver isso. Depende apenas da vivência pessoal. Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos.
Não é possível prever o futuro da internet?
Não para mim. Quando comecei a usá-la, nos anos 1980, eu era obrigado a colocar disquetes, rodar programas. Hoje, basta apertar um botão. Eu não imaginava isso naquela época. Talvez, no futuro, o homem não precise escrever no computador, apenas falar e seu comando de voz será reconhecido. Ou seja, trocará o teclado pela voz. Mas realmente não sei.
Como a crescente velocidade de processar dados de um computador poderá influenciar a forma como absorvemos informação?
O cérebro humano é adaptável às necessidades. Eu me sinto bem em um carro em alta velocidade, mas meu avô ficava apavorado. Já meu neto consegue informações com mais facilidade no computador do que eu. Não podemos prever até que ponto nosso cérebro terá capacidade para entender e absorver novas informações. Até porque uma evolução física também é necessária. Atualmente, poucos conseguem viajar longas distâncias – de Paris a Nova York, por exemplo – sem sentir o desconforto do jet lag. Mas quem sabe meu neto não poderá fazer esse trajeto no futuro em meia hora e se sentir bem?
É possível existir contracultura na internet?
Sim, com certeza, e ela pode se manifestar tanto de forma revolucionária como conservadora. Veja o que acontece na China, onde a internet é um meio pelo qual é possível se manifestar e reagir contra a censura política. Enquanto aqui as pessoas gastam horas batendo papo, na China é a única forma de se manter contato com o restante do mundo.
Em um determinado trecho de ‘Não Contem Com o Fim do Livro’, o senhor e Jean-Claude Carrière discutem a função e preservação da memória – que, como se fosse um músculo, precisa ser exercitada para não atrofiar.
De fato, é importantíssimo esse tipo de exercício, pois estamos perdendo a memória histórica. Minha geração sabia tudo sobre o passado. Eu posso detalhar sobre o que se passava na Itália 20 anos antes do meu nascimento. Se você perguntar hoje para um aluno, ele certamente não saberá nada sobre como era o país duas décadas antes de seu nascimento, pois basta dar um clique no computador para obter essa informação. Lembro que, na escola, eu era obrigado a decorar dez versos por dia. Naquele tempo, eu achava uma inutilidade, mas hoje reconheço sua importância. A cultura alfabética cedeu espaço para as fontes visuais, para os computadores que exigem leitura em alta velocidade. Assim, ao mesmo tempo que aprimora uma habilidade, a evolução põe em risco outra, como a memória. Lembro-me de uma maravilhosa história de ficção científica escrita por Isaac Asimov, nos anos 1950. É sobre uma civilização do futuro em que as máquinas fazem tudo, inclusive as mais simples contas de multiplicar. De repente, o mundo entra em guerra, acontece um tremendo blecaute e nenhuma máquina funciona mais. Instala-se o caos até que se descobre um homem do Tennessee que ainda sabe fazer contas de cabeça. Mas, em vez de representar uma salvação, ele se torna uma arma poderosa e é disputado por todos os governos – até ser capturado pelo Pentágono por causa do perigo que representa (risos). Não é maravilhoso?
No livro, o senhor e Carrière comentam sobre como a falta de leitura de alguns líderes influenciou suas errôneas decisões.
Sim, escrevi muito sobre informação cultural, algo que vem marcando a atual cultura americana que parece questionar a validade de se conhecer o passado. Veja um exemplo: se você ler a história sobre as guerras da Rússia contra o Afeganistão no século 19, vai descobrir que já era difícil combater uma civilização que conhece todos os segredos de se esconder nas montanhas. Bem, o presidente George Bush, o pai, provavelmente não leu nenhuma obra dessa natureza antes de iniciar a guerra nos anos 1990. Da mesma forma que Hitler devia desconhecer os relatos de Napoleão sobre a impossibilidade de se viajar para Moscou por terra, vindo da Europa Ocidental, antes da chegada do inverno. Por outro lado, o também presidente americano Roosevelt, durante a 2.ª Guerra, encomendou um detalhado estudo sobre o comportamento dos japoneses para Ruth Benedict, que escreveu um brilhante livro de antropologia cultural, O Crisântemo e a Espada. De uma certa forma, esse livro ajudou os americanos a evitar erros imperdoáveis de conduta com os japoneses, antes e depois da guerra. Conhecer o passado é importante para traçar o futuro.
Diversos historiadores apontam os ataques terroristas contra os americanos em 11 de setembro de 2001 como definidores de um novo curso para a humanidade. O senhor pensa da mesma forma?
Foi algo realmente modificador. Na primeira guerra americana contra o Iraque, sob o governo de Bush pai, havia um confronto direto: a imprensa estava lá e presenciava os combates, as perdas humanas, as conquistas de território. Depois, em setembro de 2001, se percebeu que a guerra perdera a essência de confronto humano direto – o inimigo transformara-se no terrorismo, que podia se personificar em uma nação ou mesmo nos vizinhos do apartamento ao lado. Deixou de ser uma guerra travada por soldados e passou para as mãos dos agentes secretos. Ao mesmo tempo, a guerra globalizou-se; todos podem acompanhá-la pela televisão, pela internet. Há discussões generalizadas sobre o assunto.
Falando agora sobre sua biblioteca, é verdade que ela conta com 50 mil volumes?
Sim, de uma forma geral. Nesse apartamento em Milão, estão apenas 30 mil – o restante está no interior da Itália, onde tenho outra casa. Mas sempre me desfaço de algumas centenas, pois, como disse antes, é preciso fazer uma filtragem.
Por que o senhor impediu sua secretária de catalogá-los?
Porque a forma como você organiza seus livros depende da sua necessidade atual. Tenho um amigo que mantém os seus em ordem alfabética de autores, o que é absolutamente estúpido, pois a obra de um historiador francês vai estar em uma estante e a de outro em um lugar diferente. Eu tenho aqui literatura contemporânea separada por ordem alfabética de países. Já a não contemporânea está dividida por séculos e pelo tipo de arte. Mas, às vezes, um determinado livro pode tanto ser considerado por mim como filosófico ou de estética da arte; depende do motivo da minha pesquisa. Assim, reorganizo minha biblioteca segundo meus critérios e somente eu, e não uma secretária, pode fazer isso. Claro que, com um acervo desse tamanho, não é fácil saber onde está cada livro. Meu método facilita, eu tenho boa memória, mas, se algum idiota da família retira alguma obra de um lugar e a coloca em outro, esse livro está perdido para sempre. É melhor comprar outro exemplar (risos).
Um estudioso que também é seu amigo, Marshall Blonsky, escreveu certa vez que existe de um lado Umberto, o famoso romancista, e de outro Eco, professor de semiótica.
E ambos sou eu (risos). Quando escrevo romances, procuro não pensar em minhas pesquisas acadêmicas – por isso, tiro férias. Mesmo assim, leitores e críticos traçam diversas conexões, o que não discuto. Lembro de que, quando escrevia O Pêndulo de Foucault, fiz diversas pesquisas sobre ciência oculta até que, em um determinado momento, elas atingiram tal envergadura que temi uma teorização exagerada no romance. Então, transformei todo o material em um curso sobre ciência oculta, o que foi muito bem-feito.
Por falar em ‘O Pêndulo de Foucault’, comenta-se que o senhor antecipou em muito tempo O Código de Da Vinci, de Dan Brown.
Quem leu meu livro sabe que é verdade. Mas, enquanto são os meus personagens que levam a sério esse ocultismo barato, Dan Brown é quem leva isso a sério e tenta convencer os leitores de que realmente é um assunto a ser considerado. Ou seja, fez uma bela maquiagem. Fomos apresentados neste ano em uma première do Teatro Scala e ele assim se apresentou: “O senhor não me admira, mas eu gosto de seus livros.” Respondi: Não é que eu não goste de você – afinal, eu criei você (risos).
Em seu mais conhecido romance, O Nome da Rosa, há um momento em que se discute se Jesus chegou a sorrir. É possível pensar em senso de humor quando se trata de Deus?
De acordo com Baudelaire, é o Diabo quem tem mais senso de humor (risos). E, se Deus realmente é bem-humorado, é possível entender por que certos homens poderosos agem de determinada maneira. E se ainda a vida é como uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, como Shakespeare apregoa em Macbeth, é preciso ainda mais senso de humor para entender a trajetória da humanidade.
Como foi a exposição no Museu do Louvre, em Paris, da qual o senhor foi curador, no ano passado?
Há quatro anos, o museu reserva um mês para um convidado (Toni Morrison foi escolhida certa vez) organizar o que bem entender. Então, me convidaram e eu respondi que queria fazer algo sobre listas. “Por quê?”, perguntaram. Ora, sempre usei muitas listas em meus romances – até pensei em escrever um ensaio sobre esse hábito. Bem, quando se fala em listas na cultura, normalmente se pensa em literatura. Mas, como se trata de um museu, decidi elaborar uma lista visual e musical, essa sugerida pela direção do Louvre. Assim, tive o privilégio (que não foi oferecido a Dan Brown) de visitar o museu vazio, às terças-feiras, quando está fechado. E pude tocar a bunda da Vênus de Milo (risos) e admirar a Mona Lisa a apenas 20 centímetros de distância.
O senhor esteve duas vezes no Brasil, em 1966 e 1979. Que recordações guarda dessas visitas?
Muitas. A primeira, em São Paulo, onde dei algumas aulas na Faculdade de Arquitetura (da USP), que originaram o livro A Estrutura Ausente. Já na segunda fui acompanhado da família e viajamos de Manaus a Curitiba. Foi maravilhoso. Lembro-me de meu editor na época pedindo para eu ficar para o carnaval e assistir ao desfile das escolas de samba de camarote, o que não pude atender. E também me recordo de imagens fortes, como a da moça que cai em transe em um terreiro (para o qual fui levado por Mario Schenberg) e que reproduzo em O Pêndulo de Foucault.
Ubiratan Brasil, para o Caderno 2 do Estadão. Extraído deDigitalManuscripts
Peguei aqui: Papo-cabeça



O Nome da Rosa - Trailer

O processo é lento mas o bagulho é bom!



"Mó legal"! Beleza! O processo é lento mas o bagulho é bom! Assiste aí mano!
Hoje em Brasília amanhã...só zeus sabe "adonde" vou parar!
Carlos Kurare

Andrea Bocelli e Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu não posso mudar a direção do vento...


"Eu não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para sempre alcançar o meu destino." Jimmy Dean

Já queimei tanto as mãos reajustando velas, queimei com a fricção das cordas, ao deslizarem rápidas sobre as mãos, não...não as queimei em velas de cera, é claro. A explicação faz-se necessária, pois o Blog é visitado por alguns iletrados, que caem aqui de pára-quedas, via pesquisa na net. É... eu tenho poupado você dos muitos comentários, troll, insanos e afrodisíacos que recebo.

Eu que já passei por mudanças bruscas de vento. Dei uma guinada de 45 graus em minha vida, há quase um ano atrás, digo que ajustar velas é fundamental para navegar. Não...eu sei que esta me corrigindo ai com esse sorriso maroto, não... não dou guinadas de 180º, pois nunca ando pra trás. É pra frente que se caminha, portanto nunca dou guinadas superiores a 80º.

Ando meio saudosista, sinto saudades de dropes Dulcora, de pessoas equilibradas (não que eu seja uma, aliás, estou bem longe disso), de palavra dada, e cumprida, do álcool que tinha no biotômico Fontoura, de Tubaína, de brinquedo que vinha no doce. Vou contar pra você um truque, quando eu era pequeno, eu fazia um furo com um prego na tampinha da garrafa de tubaína. Ela rendia muuuuuito. Por falar em prego, tínhamos outro truque. Sabe quando o chinelo “havaiano” rompia a tira na parte de baixo era só colocar um preguinho ali e pronto
: Chinelo consertado!
Você já reparou que “palavra dada” está desvalorizada, talvez por que seja “di grátis”! Parece que tudo que é dado, não tem muito valor. Então já sabe não dê nada de graça, cobre, ou faça escambo.

Quer participar de uma brincadeira legal, faça o seguinte escreva nos comentários uma coisa que você gostava quando você era criança. Pode ser um doce, um objeto, uma brincadeira. Vamos ver no que isso vai dar. Dê umas três sugestões. Pois poucas pessoas participam dos comentários.
Depois eu vou juntar tudo numa listinha de coisas.
Bem eu vou começar com:
1 - revista em quadrinho dos sobrinhos do Capitão. Ops! Digo, do Tio Patinhas;
2 - álbum de figurinha; (avô dos cards);
3 – pião; (objeto de madeira, em forma de pêra com a ponta de um prego na base mais estreita);
4 – bolinha de gude; (objeto esférico de vidro, colorido. Ou não (como diria o Caetano);
5 – paçoquinha amor; ( pó de amendoim com açucar e sal);
6 – Qsuco (vinha num pacotinho era puro açúcar colorido);
8 – soltar papagaio ( objeto em armação leve feita de varetas e forrada com papel. Destina-se a ser mantido no ar, contra o vento, por meio de um fio longo. Uma grande tira, o rabo, pendendo-lhe do vértice inferior, assegura-lhe relativa estabilidade. (Michaelis);
9 – Bolo de pão-de-ló (é o único doce que sei fazer);
10 - Dropes Dulcora.
Carlos Kurare


E por falar em vento, quem se lembra dos bons e velhos ventos do “Velho Oeste”?

John Wayne in celebration of his 100th birthday - Big Bad John - Jimmy Dean

domingo, 1 de agosto de 2010

...Nos recônditos de nossas almas, somos deliciosamente... insuportáveis!


É muito fácil gostarem de nós, quando somos agradáveis... quando falamos o que querem ouvir. Quero ver gostarem de nós quando somos nós mesmos, com nossas idiossincrasias, nossos queixumes, nossas dúvidas, nossos maniqueísmos e nossas ambigüidades.
Pois, nos recônditos de nossas almas, somos deliciosamente... insuportáveis!
Carlos Kurare



Ah! Elis! Sua beleza morena, seus olhos gris...
Por que, eu me pergunto! Viajaste fora do combinado?
Por que partistes, sobre as asas de uma quimera de pó?

Saudade existe!
Nos duros dias que vivi... sua voz muitas vezes embalou meus sonhos, me iludiu com um dia melhor.
Elis...Dias melhores sempre acabam por vir. Vem e vão, todos os dias...
Obrigado Elis, por ter passado pelos olhos e ouvidos de um adolescente. Obrigado por continuar presente na maturidade.
Pena que você era tão frágil, e foi-se, levada pela foice da dama de branco.
Mas...Obrigado, por ter deixado resíduos no espectro de minha alma!

Carlos Kurare





Elis Regina - Conversando no Bar - cop.: Milton Nascimento e Fernando Brant





Elis Regina Ao Vivo no Chile - Conversando no bar - cop.: Milton Nascimento e Fernando Brant





Elis Regina - Atrás da Porta - ao vivo - Composição: Chico Buarque- Francis Hime




Até já ELis...

A cada passo... uma brasa a menos... para o horizonte.

A vida é um caminhar em brasas... Enquanto manteres o ritmo do caminhar... não queimarás os pés.  Carlos Kurare